Naquele tampo…

Vai longe o tempo em que os políticos ao se candidatar ao um cargo eletivo, apresentavam um programa a ser cumprido. O candidato a governador lia em palanque sua “Plataforma de Governo”, um elenco de obras e ações que deveriam ser cumpridas ao longo de seu mandato único. A Maioria deixava o cargo com saldo positivo de realizações. Vale lembrar de políticos como Ney Braga, Nereu Ramos, Jorge Lacerda, Jaime Canet, Irineu Bornhausen e tantos outros exemplos de homens devotados a cumprir seu mandato com honradez e honestidade. E assim faziam. Muitos deles costumavam se apresentar anualmente em programa de rádio e/ou TV para prestar contas das realizações de seu governo, tudo com base na “Plataforma de Governo” apresentada durante a campanha eleitoral.

Nesse tempo não havia campanhas publicitárias ao longo do mandato, nem verbas generosas para manter a mídia ligada no governo. O governador aparecia na TV, ou falava no rádio, durante inaugurações de obras ou outros eventos em rápidas entrevistas. O pronunciamento anual era feito em cadeia de emissoras locais, pagas com dinheiro público, tudo dentro da normalidade exigida. Terminado o mandato o político se recolhia a sua residência e a família. Quem pretendia num novo mandato aguardava mais quatro anos. Isso mudou e fica difícil dizer que mudou para melhor.

Na maioria dos casos quem assume um cargo no executivo, coloca em andamento seu principal projeto de governo (ou de poder) estruturando campanhas publicitárias e fortes esquema de marketing, distribuição de verbas oficiais a veículos de comunicação, pensando no segundo mandado.

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