Pântano do Sul

Paulo Alves *
O Pântano do Sul está situado em uma enseada. Tem à sua volta, montanhas cobertas de um verde carregado e florido que exala perfume silvestre que os ventos carregam e fazem chegar às nossas narinas convidando-nos a ficar aqui, ouvindo o canto dos pássaros. A origem do nome Pântano pode provir de sua geografia; região de campo extenso, raros arbustos e várias partes alagadas. Tem aproximadamente  três quilômetros de largura, e vai se estreitando até a Lagoa do Peri, junto ao Morro das Pedras. Um lugar que mais parece um quadro, algo como se fora a pintura de um sonho de um semideus com jeito humano. Na Praia do Pântano do Sul, a paisagem é poética e podem-se avistar as ilhas Três Irmãs, denominadas de Fora, Meio, Pequenas e ainda as Moleques do Sul, que faz o cenário ao fundo, distante seis quilômetros da praia. Todas elas podem ser visitadas desde que se contrate uma das embarcações dos experientes pescadores locais.

Em sua praia de águas calmas, barcos parados na areia, pescadores remendando suas redes rasgadas, muitas vezes por ossos de baleia, ainda podem ser encontrados em dias em que a água do mar está limpa. As gaivotas e os urubus convivem harmoniosamente, fazendo parte da paisagem local. Elas são fonte de inspiração e nutrição para a alma dos poetas desconhecidos que por aqui passam e deixam sua poesia.

Havia no povoado do Pântano do Sul uma histórica igreja construída por volta de 1882 e 1884; sua base era feita de pedra e óleo de baleia. Quando completou cem anos de construção, foi demolida pelo sacerdote local de então, padre Davi, contando com o apoio de parte da população.

(…) A região do  Pântano do Sul teve forte período de expressão econômica no século XVIII, durante o qual se destacou como a segunda armação mais antiga da Província. Denominava-se armação todo conjunto de estrutura para  caça das baleias, desde a casa dos escravos até uma espécie de guinchos utilizados para arrastar o animal até a praia, depois de morto.

O local de onde partiam acabou dando o nome à atual praia da Armação do Pântano do Sul, pois ali se armava o cerco às baleias.

* Pântano do Sul. Bilhetes do mundo nas paredes do Arante. Florianópolis, 2002.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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