Nasce o Grupo Escoteiros do Mar Mariz e Barros

Tributo ao chefe escoteiro Paulo Roberto Guimarães

A história do Grupo Escoteiros do Mar Mariz e Barros vem dos tempos de 1.954 quando o oficial de Marinha Lázaro Bartolomeu reuniu oito jovens e iniciou as atividades do que seria o Grupo Escoteiros do Mar general Paulo Gonçalves Weber Vieira da Rosa.  Em seguida, face a multi afazeres na vida civil, pois assumira a direção dos Diários Associados, mais os eventos que promovia e a coluna social que mantinha no então Diário Catarinense e na Rádio Diário da Manhã de Florianópolis, começou o processo de desativação do Grupo Escoteiro.

Não concordando com a situação, pois nem o ritual da Promessa Escoteira tinha se realizado, sob a liderança de Pedro Agostinho da Silva e Luiz Carlos da Rosa Luz, fundamos o Grupo de Escoteiros do Mar Gumercindo Loretti em 1 956. É necessário dizer que os grupos de escoteiros do mar chefiados por Lázaro Bartolomeu nunca tiveram sede própria, suas reuniões eram realizadas a la “escola grega” ou seja, ao ar livre na pracinha dos Bombeiros em Florianópolis e sob a Chefia de Pedro Agostinho e Luiz Carlos da Rosa Luz, na pracinha Lauro Muller, na esquina com a Rua Esteves Júnior. Fizesse calor, chuva ou ventasse, estávamos lá, éramos garotos determinados e cientes das responsabilidades assumidas.

Em 1957, no dia 5 de Julho, foi realizada a cerimonia de Promessa Escoteira dos oito juniores do Grupo Gumercindo Loretti, a saber: Sérgio Althoff, Ivens Machado, João Carlos Rodrigues, Mário Nelson Alves, Roberto Salomé Pereira, Edson Salomé Pereira, Eno José Tavares e Leopoldo Saldanha. Na Rua General Bitencourt l78, em Florianópolis foi feita a cerimônia  e ali ficamos alojados durante a noite, pois na madrugada seguinte viajamos de ônibus para Joinville e de lá seguimos com o Grupo Ronaldo Dutra para Mafra-SC, onde participamos do Acampamento Regional Escoteiro.

Obtivemos o primeiro lugar geral de Campo e na volta fomos surpreendidos por uma tempestade tendo que ficar aquartelados no Clube Rural de Mafra, local em que comemorei meus 18 anos de idade.

De retorno à Florianópolis fomos presenteados com uma casinha na Escadaria do Rosário, na Rua Trajano, centro da cidade, onde hoje está a parte posterior do Edifício Cecomtur.

Era o período da chefia de Pedro Agostinho da Silva e Luiz Carlos da Rosa Luz, muito queridos por nós seus escoteiros.

Essa sede veio a mudar-se para a Rua Bocaiuva 69, onde nosso chefe Pedro morava, após sair do Hospital São Sebastião por causa de grave acidente, em uma atividade não escoteira, que lhe mutilou uma perna.

Tendo feito vestibular para o Curso de Antropologia da Universidade da Bahia, Pedro Agostinho foi para Salvador. Nesse momento, Luiz Carlos da Rosa Luz prestava serviço militar, e com o fim do meu período de soldado do Exército, então Pedro Agostinho nomeou-me para a Chefia do Grupo Gumercindo Loretti. Com uma sede em um amplo casarão deixado pelo Chefe Pedro e seu pai que lá habitavam, foi possível criar a Matilha de Lobinhos, a Tropa de Seniores e mais uma Patrulha de Escoteiros (Juniores), batizada de Patrulha Baleia.

Com as Seções e Sub Seções funcionando bem sob a minha Chefia e de competentes integrantes do meu staff, o Grupo Escoteiros do Mar passou a se chamar Grupo Escoteiros do Mar Ajuricaba, que em linguagem nativa brasileira significa: todos unidos para construir um bem comum.

Nessa etapa nossos escoteiros e lobinhos participaram voluntariamente da Campanha da Vacina Sabin Anti Pólio, quando foram vacinadas 4.878 crianças de zero a cinco anos de idade e atuaram em socorro e ajuda material aos flagelados das enchentes de Itajaí. Também levantávamos e resolvíamos problemas de saúde de escolares dos, pescadores e habitantes do interior alojando-os em nossas casas à espera das providências por nós requeridas e que nunca falharam.

Até aposentadorias de idosos encaminhávamos aos institutos de previdência da época, amparando toda a sorte de homens e mulheres incapacitados por doenças, acidentes ou idade avançada.

Em 1960, tendo assumido cargo público federal que me obrigava a muitas viagens e provocavam longas ausências de Florianópolis, então iniciei processo de transição procurando ouvir do grupo as sugestões para indicação de nova chefia. O Grupo Ajuricaba havia crescido: tínhamos cerca de quatorze chefes e seniores universitários que enriqueciam nosso Grupo Escoteiro.

Assim, em l965, em reconhecimento a liderança nata e pela sua personalidade bem formada, nossos escoteiros, lobinhos e chefes indicaram por unanimidade  Paulo Roberto Sampaio Guimarães para seu chefe e líder.

Suas primeiras medidas deram novos rumos ao grupo que passou a se chamar Grupo Escoteiros do Mar Mariz e Barros e também mudou a situação jurídica da entidade que passava de Grupo Aberto e Livre para Grupo Patrocinado e Fechado.

As mudanças visavam dar ao grupo a necessária estabilidade para que os meninos pudessem exercer a sua criatividade em benefício dos objetivos defendidos por Robert Stephenson Smyth BadenPowell, o criador do movimento escoteiro.

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