No bico do corvo

As arbitragens brasileiras estão no Bico do Corvo. Não passa uma rodada que não ocorram reclamações sobre penalidades marcadas, mal marcadas, não marcadas e interpretações equivocadas das regras do futebol. Isso virou moda.

futebolTudo porque a televisão focaliza os jogos nos seus mais diversos ângulos e com isso compromete cada fez mais as arbitragens. Foi pênalti, não foi pênalti é o que mais se lê e ouve hoje.

Em outros tempos quando só o rádio transmitia os jogos e as televisões ainda engatinhavam esses problemas também ocorriam. Serviam para acirrar as discussões no dia seguinte ao jogo no local de trabalho, nos cafés, nas rodas de amigos. Agora as críticas chegaram à internet o caminho mais rápido para que o torcedor se manifeste.

Quantas e quantas vezes em transmissões das quais participei não ocorriam lances claros ou duvidosos. Graças a DEUS sempre tive uma percepção e visão apurada para definir na narração se a falta aconteceu ou não. Também em algumas ocasiões fiquei na dúvida. Mas, esse é outro assunto.

O leitor, o torcedor, o telespectador deve estar se perguntando: Quando isso vai acabar? Do jeito que está… nunca. Esses erros somente serão corrigidos se houver mudanças nas regras do futebol. Se na dúvida e contestação de treinadores ou jogadores a partida for paralisada para que se mostre no telão o replay do lance como já ocorre no voleibol.

De outra forma não vejo solução. Os árbitros erram. Uns por estarem mal colocados, outros porque mesmo vendo o lance de perto ficaram na dúvida.

E há quem afirme também má fé. Não acredito. Acho que os árbitros erram como qualquer ser humano erra. O que tem que ser corrigido é o comportamento também dos auxiliares (hoje assistentes). Em muitos casos os lances ocorrem melhor na visão deles do que dos apitadores. Hoje possuem equipamentos de comunicação e poderão relatar imediatamente o que aconteceu. Não sei se é medo de contrariar o árbitro ou dúvida mesmo.

Mas, para isso a Comissão de Arbitragem da CBF e das Federações precisa orientar e selecionar melhor quem está mesmo apto para ser escalado.

Que não aja nenhuma dúvida quanto ao conhecimento das regras por parte de apitadores e auxiliares. Talvez esse seja o caminho inicial para se buscar uma solução o que acho difícil. Em todos os casos não custa nada tentar. É isso aí.

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