Nós e O Náufrago

No filme – O Náufrago, com o grande ator Tom Hanks, visualizamos uma situação mais do que angustiante.

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Seja nesse filme ou em qualquer outro dessa natureza num primeiro momento tudo o que o náufrago quer e deseja desesperadamente é ser encontrado. Quer sair daquela situação o mais rápido possível. Ele grita para saber se há mais alguém por ali. Usa os sinalizadores. Sobe até os lugares mais altos. Fica atento a navios e aviões, tudo na expectativa de ser resgatado, salvo.

Num segundo momento já percebendo que talvez venha ficar um bom tempo naquela ilha paradisíaca ou não, ele começa a botar as ideias no lugar. Primeiro tem que arrumar um abrigo, infelizmente um tanto permanente. O que parecia uma caverna fria e úmida, de fato é, passa a ser o novo lar. No caso do filme citado, até extrair ou arrancar um dente sozinho é necessário. Depois precisa adaptar roupas e calçados. Fica satisfeito com o novo modelito, é com tem. Se já souber pescar, beleza, senão, na hora da dificuldade, fazemos coisas incríveis. Enfim, ele toca a vida, até uma bola vira amiga, e não tem nada haver com esporte. Um dia ele é resgatado e volta para a sonhada vida. Há aqueles que prefeririam ficar por lá. Existem aqueles que quando voltam se arrependem. Mas esse não é o ponto.

O ponto é que estamos num momento difícil na economia, no comércio, por isso lembrei do filme, O Náufrago. Num primeiro momento sinalizamos, subimos num ponto mais alto, gritamos, esperamos por ajuda. Um segundo momento está chegando. Talvez faremos ou alguns já estão fazendo como um “náufrago”. Tomando as devidas providências para um momento mais longo do que o esperado. Por que digo isso? Além da comunicação também vivo a arte do comércio. Precisamos de criatividade. Temos que botar as ideais no lugar. Alguém dirá: “Mas como, sem ajuda, sem apoio?”

Nem vou entrar nessa questão. Creio sim que daqui para frente veremos comerciantes e empresários usando de muita engenhosidade para aumentar ou pelo menos para manter seus negócios nesse período difícil. Desde a maneira de atender aos clientes (que sempre deveria ser algo de grande preocupação dos bons comerciantes e empresários), a novas formas de se apresentar aos seus clientes. A forma de anunciar na mídia, por exemplo. Notamos comerciais sem pé nem cabeça. A hora agora é de saber fazer, saber chamar, envolver com honestidade, mostrar a diferença. E há diferença? Sim!

Se por acaso o amigo leitor ou leitora crê que essa crônica está relacionada ao seu lado profissional, pense bem. Se não conseguir ter nenhuma ideia brilhante pelo menos não se desespere nem se perca, mas que tal assistir de novo ou pela primeira vez um desses filmes?
Sugiro O Náufrago. A grande questão será: Captar o momento de inspiração e querer voltar para a casa!

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