Nossos melhores advogados

Há um dito popular pra lá de interessante: “De médico e louco todo mundo tem um pouco”.E quem duvida é louco, mesmo que seja médico. Uma coisa é certa; quando se trata da nossa defesa ou de quem gostamos, em assuntos do cotidiano, falhas, erros e faltas, defendemos e argumentamos como “verdadeiros advogados”.

advogados e promotores

O oposto é verdadeiro. Quando não gostamos de qualquer atitude de alguém que não seja nosso amigo somos os mais severos “promotores públicos, implacáveis advogados de acusação”.

Há uma breve história de uma mulher que agiu como “advogada e promotora”; o fato de ser uma sogra é coincidência, afinal de contas, ela entra nos dois papéis. A história:

Dona Florisbela recebeu a visita da filha, Ana, que disse de maneira animada:

– Oi mãe, eu tenho uma grande novidade. A senhora não vai acreditar, o Carlos comprou uma máquina de lavar roupas. Estou tão feliz.

A mãe de Ana, sua “advogada, e “promotora” do genro, disse:

– Estava mais do que na hora. Não és escrava para ficar lavando roupas na mão, no tanque!

No dia seguinte dona Florisbela recebeu a visita do filho, Otávio. Ele entra na casa da mãe e diz:

– Mãe, hoje vou comprar uma máquina de lavar roupas para a Julia. Ela está sofrendo para lavar roupas nas mãos e na água gelada do tanque.

Dona Florisbela, mãe e “advogada” de Ana e “promotora” da nora, Julia, diz:

– Mas é só o que me faltava. Tu vais te meter em dívidas porque a donzela não quer molhar as mãos com água fria. Lavei roupas na mão, no tanque, por anos e não morri por isso.

“Advogados e promotores” quando nos convém. Quem melhor do que eu para me defender? Agi assim por isso… Falei aquilo porque ele me disse assim… Não fiz aquele trabalho devido a… Até concordo com o que ele me disse, mas falar dessa maneira…

Desculpas e acusações desenvolvemos bem cedo. Admitir erros e aprender deles é um processo mais lento, mas traz madureza.

Um breve texto para reflexão quanto a nos ofendermos com facilidade:

“Também, não dê atenção a todas as palavras que as pessoas dizem, senão você poderá ouvir seu servo amaldiçoá-lo, pois você no íntimo bem sabe que você mesmo, muitas vezes, amaldiçoou outros”. Bíblia. Eclesiastes 7:21,22.

Isso porque nem falamos em agirmos como “juízes”. Seja nos papéis de “advogados, promotores e juízes”, quando simplesmente defendemos, acusamos ou julgamos de acordo com os nossos critérios, o que na maioria das vezes é fortemente influenciado por sentimos pessoais, parciais e até tendenciosos só facilitam “julgamentos injustos”.

Até a imprensa por vezes faz esses papéis. E por quê?

A dona Florisbela opera em nós mais do que imaginamos. Talvez se formos mais “fiscais” de nós mesmos vamos conseguir calar ou equilibrar esses “advogados” parciais e tendenciosos.

Se a nossa memória estiver boa nos lembraremos agora mesmo qual foi a nossa última defesa ou acusação. Talvez dê tempo de pensar mais e julgar menos!

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