Novidade Na Política

Todo período eleitoral, renova-se a pergunta: O que há de novo?A resposta quase sempre é: pouco ou nada!Os candidatos e suas propostas pouco diferem entre si, mesmo quando de partidos ideologicamente opostos. Como “diferencial”, alguns tentam convencer os eleitores de sua novidade, idoneidade, credibilidade e afã incondicional de ser um “cirurgião plástico” da política brasileira. Infelizmente, logo após eleitos, a maioria esquece de todo esse élan transformador para, resignada ou festivamente, incorporar-se à mesmice deletéria que tem caracterizado nosso cenário político, um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país.A propalada inovação fica limitada ao discurso inócuo, alienante, ilusório ou falso; ou à crença de que a juventude física esteja necessariamente associada a transformações positivas. Que bom seria se fora assim, em vez da monótona corrida de revezamento num círculo vicioso, pródigo em impostos, conluios, nepotismo, leis dúbias e escândalos.É certo que a esperança da humanidade se renova a cada geração, mas como esperar ou acreditar em mudanças se o caráter do indivíduo for fruto de má cepa? Se tiver sido criado para achar que o errado é certo? Se tiver certeza de impunidade?Bem, isso depende da inteligência, sabedoria e índole de cada um. Afinal, o livre-arbítrio, apesar de todas as múltiplas formas de repressão disponíveis, existe, pode e deve ser exercido.Mas, existe outra questão: Porque tantas pessoas idôneas, de qualquer idade, querem distância da política partidária?Será por medo de mexerem no “vespeiro” que é modelo político brasileiro e seus “profissionais”, e serem prejudicadas?Ora, prejudicados estamos sendo todos os dias, mesmo a distância, mexendo nele ou não.Essa é uma justificativa bastante comum, que nos torna omissos e, até, cúmplices desse contexto!Graças a esse entendimento errôneo, ser político no Brasil virou “tradição familiar”, com várias gerações se sucedendo não necessariamente pelo bem do povo, e quase sempre à revelia das promessas e compromissos que os elegeram.Inovar não é eleger alguém só por ser jovem, belo, charmoso ou divertido. É remover as ervas daninhas para plantar novas ideias, regá-las, vê-las crescer e multiplicar. E ideias não tem idade, local, tradição ou casta para acontecer. O mesmo vale para ideais, que devem existir livres nos corações e mentes das pessoas, e não na alienação de líderes autoproclamados, inquestionáveis e “infalíveis”, ou em tradições que beneficiam e perpetuam o poder na mão de poucos. Assim, cada um de nós pode ser inovador, para si e para o próximo, não importa a idade! O importante é ter a mente jovem, experiência, competência e vontade de buscar insistentemente uma sociedade mais justa, com oportunidades iguais, que incentivem ao desenvolvimento pessoal e resguardem os que necessitarem, sem assistencialismos.É desse tipo de inovação que a política brasileira precisa: a de pessoas qualificadas e de bem, de qualquer idade e em qualquer tempo, dispostas a remover ranços do passado, tradições que só interessam aos seus “herdeiros” e que são como amarras e grilhões.É isso: Somos escravos da má política!Para nos libertar, o Brasil anseia por pessoas íntegras que promovam nossa alforria como nação e uma real democracia, que assegure paz social e o desenvolvimento do país, com benefícios para todos!
Adilson Luiz GonçalvesEleito para a Academia Santista de LetrasMestre em EducaçãoEscritor, Engenheiro, Professor Universitário e CompositorOuça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa / Comportamento)Caso queira receber gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas, Dest’Arte e Claras Visões, basta solicitar pelos e-mails: [email protected] e [email protected]ça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59(13) 97723538Santos – SPCaso não queira receber este tipo de mensagem, basta solicitar, que seu e-mail será removido da lista.Doe sangue e medula óssea!

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