O amor e seus idiomas

Quando namoramos passamos horas conversando, ouvindo ele ou ela; seus planos e objetivos. Costumamos o incentivar com palavras animadoras: “Faça isso mesmo, vá em frente, tu tens potencial, não desista, estou do seu lado”.

Sem contar que beijos e abraços ocorrem em abundância; também as danças de rostos colados; não há dia cansativo capaz de nos impedir de namorar. Mas com o tempo para muitos casais as coisas mudam, ocorre um afastamento. Por quê?

Um marido disse: “Minha esposa chegava em casa do trabalho e me contava dos problemas do seu serviço. Eu a escutava e depois lhe dizia o que, em minha opinião, ela deveria fazer. Sempre dei conselhos”. Esse marido prosseguiu dizendo que mesmo com todos os seus conselhos sua esposa continuava chegando em casa a cada dia relatando os mesmos problemas.

Ele dava mais e mais conselhos. Depois de alguns dias ouvindo as reclamações da esposa e percebendo que ela não colocava em prática suas sugestões, ele disse:“Já falei várias vezes o que você deve fazer, mas como você não me ouve, não quero mais saber.

Poucos dias depois sua esposa foi embora.

Por quê? Ela não queria e nem precisava de conselhos; apenas ser ouvida e talvez abraçada. Queria saber que era compreendida e amada. Possivelmente uma frase do tipo: “Poxa, isso deve estar sendo muito desgastante para você, quero que saiba que estou do seu lado em tudo o que precisar”. O próprio marido chegou a essa conclusão depois de perder a esposa.

Essa é uma das muitas histórias do livro: As 5 Linguagens do Amor, de Gary Chapman.

O autor crê que há 5 linguagens do amor, ou seja, cada um de nós manifesta uma em especial, talvez duas.

São elas: Palavras de afirmação – Tempo de qualidade – Presentes – Atos de serviço – Toque físico.

Então, não é minha ou a sua língua, mas sim a do nosso cônjuge.

Qual língua fala a sua esposa ou seu marido? Somente aprendendo o seu idioma, a sua língua, é que iremos nos comunicar com sucesso, teremos um namoro por anos e décadas após estarmos casados, enfrentaremos juntos dificuldades e vamos colaborar com o que faz nossa esposa ou marido feliz.

Há de fato um certo egoísmo em cada um de nós. Note essa frase: “Buscando não somente os os seus próprios interesses, mas também os interesses dos outros”. Filipenses 2:4. Bíblia.

O que nos leva por vezes a sermos mais pacientes com estranhos do que com a esposa ou com o marido? Por que as qualidades do anterior namorado ou namorada, agora esposa ou marido parecem ter desaparecido ou diminuído? E se elas estiverem bem ali, onde sempre estiveram?

Por que ofensas em vez de palavras doces como nos tempos de namorados?

“Uma resposta quando branda faz recuar o furor, mas uma palavra dura atiça a ira”. Provérbios 15:1

Paixão é um sentimento forte onde idealizamos alguém como – perfeito. Ele ou ela parece ser a pessoa certa para mim. Mas se ela não souber e não falar a nossa língua/idioma; palavras de afirmação (elogiar, reconhecer e valorizar o que fazemos); tempo de qualidade (passar tempo juntos, não apenas assistindo televisão, mas conversando, passeando, namorando); presentes (receber presentes enche o tanque emocional de quem tem essa linguagem, o que não quer dizer presentes caros, ou que a pessoa só se interessa por coisas materiais); atos de serviço (ajudar o cônjuge em tarefas em que ele ou ela considere importante receber essa ajuda de maneira regular e com boa vontade); toque físico (pessoas que têm a necessidade primária do toque, carinho, beijos, abraços e sexo).

Na paixão, no namoro, é comum que nem nós mesmos saibamos qual é a nossa linguagem primária; quanto mais a do outro. Depois de casados, com os problemas e dificuldades e o “tanque emocional” não abastecido porque nem nós nem nosso cônjuge sabe como se comunicar conosco, a situação acaba por piorar.

Então, qual é a sua linguagem? Mais importante – qual é a língua ou o idioma principal do seu cônjuge? Eu descobri o meu e o da minha esposa. Note que pode ser mais de um, no entanto há o principal.

Aprenda um novo idioma, descubra a língua de quem tu amas. A comunicação será bem mais fácil e a compreensão levará a um namoro que durará anos.

Se eu soubesse cozinhar e fizesse uma lasanha deliciosa para quem eu amo, mas se essa pessoa tem como seu prato preferido o churrasco, qual ele ou ela preferiria?

Entre tantos idiomas vale a pena aprender o idioma do seu amor.

Quando entendemos o idioma de quem amamos e o usamos o “tanque emocional de cada um fica abastecido. O resultado é uma feliz união!

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Por Deivison Hoinascki Pereira

Jornalista, barbeiro, acadêmico em Letras Língua Portuguesa pela Faculdade Estácio de Sá, escritor, produtor e apresentador do programa de rádio - Na cadeira do barbeiro. Mantem o blog: http://deivisonnacadeiradobarbeiro.blogspot.com.br/ E colunas nos Jornais Biguaçu Em Foco. Cronista do Portal Caros Ouvintes.
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