O calcanhar de Aquiles

Aqueles que já não acreditam ou não acreditavam no Tribunal de Contas e na Justiça como meios de botar os políticos na linha, começam a festejar uma nova postura da nossa imprensa, notadamente da televisão, um canal que estava devendo aos telespectadores um jornalismo menos superficial, mais investigativo e com postura independente.  Descobriu-se o calcanhar de Aquiles, pois é sabido que os políticos fazem qualquer negócio para obter um minuto de tevê quando costuram suas barganhas, alianças e coligações. Pois é, justamente, a sua janela preferida para insinuarem-se aos eleitores, o canal que ensaia uma postura de cobrança pelos desleixos, pela improbidade, pelas promessas não cumpridas e pelas soluções que não vêm.

A imprensa escrita já cumpre o seu papel desde sempre. O rádio faz tempo que renunciou seu papel de maior agilidade na informação; prefere rodar música (sertaneja). A internet ensaia cumprir um importante papel, mas o seu impacto geralmente depende da mobilização ostensiva das pessoas.

Agora, a tevê mesmo sem abandonar os gabinetes refrigerados dos mandachuvas políticos, põe para trabalhar os nossos colegas da mídia nobre, que ligam suas câmeras e microfones para desnudar os mentirosos, enganadores, profissionais da promessa e geralmente incompetentes naquilo que se propõem fazer.

Parece que tudo teve início na interatividade buscada pelos veículos, graças às facilidades proporcionadas pelos computadores e pelos telefones celulares que, por sua vez, via satélite, proporcionaram também as facilidades para que a tevê pudesse operar on line de qualquer lugar.

O telespectador se fez correspondente e os veículos vão deixando progressivamente de ser via de uma mão só.

Aproveitemos a onda e façamos nossas denúncias. As chances de botar os políticos para dançar são a melhor notícia que já tivemos nestes últimos anos.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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