O Cantor Rô Conceição fala de música, voluntariado e educação

Uma manhã de sexta-feira, dia 12 de maio. No laboratório de rádio da Faculdade Estácio de Sá, em São José (SC), chega o vocalista da banda de reggae mais famosa de Santa Catarina, Rô Conceição da Iriê.
 Por Farah Diba Albuquerque

Habituado a acordar tarde por causa dos shows e ensaios, Rô chega de óculos escuros, um pouco tímido, acompanhado de seu violão.
Às 9 horas e 10 minutos o programa Estação Estácio dá-se inicio com a apresentação e produção dos alunos da 7ª fase de jornalismo, período matutino. No bate papo que teve a duração de 1 hora, Rodrigo Conceição confessou que a família apoiou, mas nunca teve ajuda financeira e que todas as conquistas e investimentos do grupo foram feitos pelos próprios músicos da banda.


Rô Conceição defende a disciplina de música para crianças nas escolas.

Ele aproveitou o programa pra registrar a falta de reconhecimento nacional do mercado musical de Santa Catarina e que, o cenário ainda provinciano faz bandas como Dazaranha, John Balla Jones e Tijuquera não terem estourado ainda, “Rio Grande do Sul está na nossa frente 20 anos, nós somos pulados não só culturalmente como politicamente”, diz o cantor.


As apresentadoras Joana Gandin (E) e Fernanda Marinho (D) com Rô Conceição.

Quando questionado sobre a auto-suficiência das bandas catarinenses ele confirma que aqui dá pra se viver, mas que tem que trabalhar muito. Apoiador de um projeto voluntário chamado BalakuBatuki desde 1998, onde já deu aula de violão e faz apresentações, ele é um defensor da música nas escolas. ” A gente percebe visivelmente as mudanças nas crianças em risco social, pois a música cultiva nelas a docilidade, a criatividade e a paciência, e isso quase não tem nessas áreas”.


Cantor Ro Conceição (de óculos) com os alunos da sétima fase matutina do Curso de
Jornalismo da Estácio de Sá de Santa Catarina. Sentado está o professor Ricardo Medeiros.

Para Rô, as músicas da Iriê que têm história e continuam levantando a galera nos shows são Fortaleza, Nativa e Reggae. Para quem quer viver de música Rô diz: “Cara, eu larguei tudo para viver unicamente da música, eu lembro que na época minha filha tava pequena e essa foi uma decisão difícil, mas foi acertada. Pra mim, a primeira coisa que tem que ter é convicção, depois determinação, força e, claro, talento. Tem que estar disposto a pagar o preço”.
A fama? Ele diz que trabalha bem com isso. E ao final do programa deixou um recado: “Tem que correr atrás dos sonhos, ir a luta”.

 

 


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