O Dia do Radialista que não ‘pegou’

Leis não “pegarem” faz parte do anedotário que enriquece o folclore nacional. Mas, no campo da radiodifusão, a emenda saiu pior que o soneto. Mais, envolveu o nome de um profissional, compositor emérito e radialista reconhecido.

Divulgação

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Ary de Resende Barroso, nasceu em Ubá/MG no dia sete de novembro de 1903 e morreu no Rio de Janeiro em nove de fevereiro de 1964, consagrado como compositor, reconhecido no rádio pela maneira rude que tratava os participantes do programa Calouros em Desfile e flamenguista doentio.

Pois, em 24 de julho de 2006, por obra e graça da Lei nº 11.327, Ary Barroso foi sagrado patrono dos radialistas e sua data de  nascimento virou, “no calendário das efemérides nacionais”, o Dia do Radialista.

A história das comemorações dos radialistas começa lá na década de 1940, durante a ditadura Vargas, quando o mandatário supremo assinou o decreto-lei 7.984/1945 que determinava que “todo o radialista deveria receber, no mínimo, os mesmos valores estabelecidos para cada uma das funções reconhecidas como exclusivas da categoria em todo o país”.

Era alforria da classe e por isso a data passou a ser comemorada todos os anos no dia 21 de setembro já consagrada como Dia da Árvore. E assim foi por muitos anos até que lá pelos idos do final do século passado a data foi perdendo o sentido, já que as comemorações estavam se confundido com o Dia do Rádio e o Dia da Radiodifusão.

Resumindo, o coreto ficou daquele jeito: os radialistas perderam o sentido de coesão e de classe profissional; o empresariado passou a olhar a coluna da direita do cardápio e o rádio sobrevive porque é mais forte do que tudo isso.

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