O dinheiro que separa ou une aos tapas

Assistindo a uma das “pegadinhas” do Silvio Santos lembrei os votos de felicidades que tantos desejam para os outros, mas até certo ponto.

Se há uma coisa que divide mais as pessoas do que o time de futebol, o partido político, a religião, a traição, é o tal do dinheiro. Dinheiro, esse, dependendo não dele, mas de quem está a sua volta acaba com antigas “amizades”, sociedades, parcerias.

Um desses perdidamente apaixonados pelo dinheiro talvez seja capaz de coçar os dedos dentro do caixão se ouvir o assunto e sentir desvantagem nos negócios. Aqueles parentes que nunca fazem uma visita, até filhos e netos, quando morre alguém que deixa uma “bolada” vem chorando cheios de tristeza. Que nada, querem a sua parte. Vamos à pegadinha do Silvio. O ator – creio que o Ivolanda, está numa agência lotérica e a atendente diz que ele ganhou 10 mil reais, mas que precisa ir até sua casa pegar um documento.

Ele replica dizendo que mora longe e por uma miséria de 10 mil não vai andar 5 quilômetros. A moça (logicamente na pegadinha) insiste, mas ele sai reclamando e joga o bilhete supostamente premiado numa lata de lixo. Aí se vê o amor ao próximo e o quanto as pessoas estão dispostas a dividir. A maioria tenta agarrar a lata e quase “se matam” a procura do tal bilhete. Engraçado como pegadinha, mas uma vergonha da condição humana. E não adianta alguém dizer que eu faria a mesma coisa. Muitos apostadores têm a cara de pau de dizer que ajudariam a esse e a aquele se ganhassem uma fortuna. Não duvido de todos, mas não acredito em nenhum.

Quando o assunto é dinheiro o ser humano põe as manguinhas de fora. A minha alegria ou a sua? Que bom se eu estivesse errado.

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