O FANTASMA DO RÁDIO: UMA EVIDÊNCIA INVISÍVEL

“Creio que aconteceu porque está chovendo aí em Blumenau e aqui em Porto Alegre: agora de manhã por acaso sintonizei nitidamente a Rádio Nereu Ramos de Blumenau das 06:10 até 06:30.  Um abraço a vocês da emissora e à bela Blumenau, Artur”.

A correspondência do (Artur Fernando Biavatti – [email protected]) chegou semana passada e me faz lembrar de uma particularidade, aliás, duas: o tema “ouvir rádios impossíveis” e a época do ano. Ambas as circunstâncias são recorrentes aqui no Caros Ouvintes. E não é um fenômeno incomum. Pelo contrário. Vejamos.

Por ter sido contaminado pelo vírus do rádio ainda menino de oito, nove anos de idade, quando ouvia as emissoras do Uruguai, Argentina e Porto Alegre – exatamente nessa ordem -, sempre fui metido a furungar os caminhos das ondas sonoras. Depois, entrando no rádio em 1949 isso virou parte do meu trabalho e da minha alegria.
Pois bem. Embora sem maiores conhecimentos técnicos de eletrônica e das particularidades de propagação das ondas hertzianas, no período em que trabalhei na Rádio Diário da Manhã tive oportunidade de lidar com o assunto. Nas décadas de 1950 e 1960 me coube responder a correspondência de ouvintes que escreviam principalmente do Norte do Brasil, Américas do Sul, Central e Norte. Mas, também havia contatos da Ásia, África, Europa e Oceania, com certa freqüência.
Convém lembrar que a atividade de “caçar” emissora é um hobby largamente praticado em todo o mundo desde o início do século XX. São os DX. “DX é um passatempo em que se ouve emissoras de radiodifusão em longas distâncias”.
Entre nós, entretanto, esse hábito é pouco divulgado ou comentado, inclusive nos meios de comunicação. Uma das exceções é a Rádio Aparecida de Aparecida, SP, que mantém uma programação regular de divulgação dessa prática, com produção e apresentação do radialista Cassiano Alves Macedo.
Em agradecimento a colaboração do Artur e esperando contar com a sua participação na busca de assuntos de interesse de nossos assinantes, reproduzimos a baixo dois arquivos ilustrativos desta matéria.
O primeiro é o registro de uma transmissão da Rádio Guarujá de Florianópolis captada por um ouvinte no Canadá. A narração é do Miguel Livramento e o jogo é do Avaí, direto da linda Ressacada como diz a rapaziada da CBN Diário.
Clique aqui
A segunda é um trecho de gravação feita por ouvinte da estação de onda curta da Rádio Diário da Manhã de Florianópolis, no estado do Mato Grosso.
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Sites relacionados:
http://pt.wikipedia.org/wiki/DX
http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/OndasCurtas.htm
http://www.ondascurtas.com/
http://www.dxantenna.co.jp/
http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/AniversarioEncontroDX.htm
MATÉRIAS PUBLICADAS NO CAROS OUVINTES
São Paulo de todos os tempos 
O rádio internacional, ou mais precisamente o mundo das ondas curtas não é muito divulgado ou comentado nos meios de comunicação, sendo algumas vezes até desprezado. É um tipo de rádio que tem suas particularidades que muitos não conhecem. Divulgação Rádio Eldorado SP.
45 anos da rádio Havana Cuba
Está é Rádio Havana Cuba, transmitindo desde Cuba, território livre na América. Desde 1961, quando a revolução cubana dava os seus primeiros passos, já era possível ouvir em várias partes do mundo, esse “slogan” via ondas hertzianas. Em abril do mesmo ano, Cuba sofria uma invasão do seu território, a qual ficou mais conhecida como invasão da Baía dos Porcos, perpetrada por mercenários treinados por forças contrárias a revolução instalada naquele país.
Por Cassiano A. Macedo*
Guarujá, a mais popular
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo, Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto…
Por Antunes Severo, de Florianópolis.

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