O gênio e o saci, mais do que sonho, realidade

Florianópolis foi palco do maior evento científico da América Latina, com a presença dos gênios da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, dos estudantes de todos os graus e do povo em geral.

933e9c2c85961e1f1df1662155fc9a22Uma das invenções que me levaram até lá foi o Robô Bombeiro. Como foi bom observar o interesse dos jovens por aquele invento, magnífico, com finalidades mais que humanas.

Puxei conversa com um rapaz ao meu lado, que mais olhava a plateia que ia se aglomerando, do que para o Robô à nossa frente. Mas, pelo menos, estava ali, pensei.

E, sem esperar qualquer resposta, fui falando, falando… como todo velho fala: somente um ser iluminado poderia ter uma idéia assim, a de construir uma máquina que possibilitasse poupar as vidas dos abnegados homens do corpo de bombeiros. Agora o bombeiro poderá ficar a dezenas de metros do perigo, evitando assim ser esmagado por paredes e tetos que caem ocasionando tragédias paralelas como dezenas que temos visto pela televisão , nas reportagens sobre os grandes incêndios.

O Saci, nome do Robô, tem muitas vezes mais capacidade para substituir as mangueiras tradicionais, com velocidade também dezenas de vezes superior. O rapaz ao lado ouvia atentamente e concordava comigo quanto à afirmação sobre a existência dos iluminados e acrescentou que todos eles, sem exceção, procuram apenas o bem da humanidade e tudo o que criam têm, basicamente, esse objetivo. Outras pessoas, gananciosas e sem escrúpulos é que usavam as invenções para a guerra, por exemplo, o avião de Santos Dumont e outras invenções que surgiram há poucas dezenas de anos.

Tínhamos a mesma opinião – o velho e o jovem – que os conhecimentos pareciam vir do espaço, do tempo e que não eram obtidos apenas nos bancos escolares. Havia alguma coisa a mais. Diz o jovem:

– Deus, naturalmente. Só pode ser essa força que ninguém vê, mas sente, porque as invenções surgem assim, do nada, transformam-se em parte integrante da vida do homem. O tempo passa e ninguém mais se lembra do seu inventor – e para o inventor isso não interessa mesmo!

Ao olhá-lo bem dentro dos olhos, comecei a me sentir mal, com falta de ar até, incomodado com alguma coisa e não sabia atinar com quê. Talvez, a pressão. Perguntou-me se eu queria um copo d`água e ofereceu-me uma cadeira. Recusei. Disse que já estava passando o mal estar. Sentia que havia algo diferente ali. Pareciam sombras passando ao nosso redor, aquilo que me deixava nervoso. Até vozes sussurradas vindas não sabia eu de onde…

Aproveitei-me para perguntar seu nome sua idade e o que fazia, se estava estudando, etc.

A resposta tirou-me por completo a fala:

– Meu nome é Roberto Lins de Macedo, tenho vinte e cinco anos, trabalho na ARMTEC – Tecnologia em Robótica, como diretor técnico, e sou o inventor desse Robô Saci.

(Publicada originalmente em 2007).

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