O Iron Man e a mídia local

A propósito da realização da etapa de classificação para o Iron Man, domingo passado em Florianópolis, circularam pela redação algumas perguntas que procuramos responder ouvindo pelo menos três dos nossos colunistas.

Eis a questão: “Você como diretor de uma das duas emissoras de rádio locais que normalmente transmitem esportes – portanto, têm equipes permanentes – o que faria?

1. Transformava o evento num projeto comercial com duração de duas semanas (para promover, repercutir, orientar a população e dar um banho de transmissão durante, pelo menos 24 horas de transmissões ao vivo)?

2. Transformava num projeto comercial com a transmissão de flashs antes e durante da realização das provas (são três: natação, bicicleta e maratona)?

3. Ficaria na moita, como se o assunto não existisse, como ocorreu com as emissoras de Florianópolis?

Jair Brito respondeu: Claro que optaria pela primeira opção. E acrescentou: A falta de criatividade e de disposição dos que (não) fazem rádio agora irrita e leva a uma pergunta que fica no ar: O que vai ocorrer com o veículo daqui a 10 anos? Os diversificados e grandes meios de transmissão que estão surgindo em favor do rádio de nada servirão se não forem criados produtos que tenham conteúdo. O comodismo das emissoras de Florianópolis que ignoram um evento tão importante como o Iron Man Internacional – deixando de prestar informação e faturar boas verbas publicitárias – é um fato que revolta aqueles que ainda são apaixonados por rádio. O signatário, é um deles.

Edemar Annuseck, hoje atuando na Record de São Paulo: A falta de profissionalismo no rádio não é novidade. Eu me debruçaria em cima do evento com tudo. Annuseck foi além e levantou outra lebre – o sistema de pesquisa do Ibope não reflete a realidade da importância do rádio, pois não considera a audiência do rádio em carros, por exemplo, que hoje deve ser maior do que em domicílio.

Antunes Severo que também se manifestou pelo total aproveitamento da oportunidade gerada pelo evento lembra: “enquanto o rádio e a televisão ignoram um acontecimento como esse, pela internet mais de dez sites fizeram cobertura, inclusive com informações de minuto a minuto”.

1 responder
  1. paulo silva says:

    A questão me parece outra: assim como o show gratuito dos 50 anos de carreira do Roberto Carlos foi totalmente ignorado pelos veículos de imprensa de Florianópolis, exceto da empresa RBS que comemorava os 30 anos de atuação no Estado, as concorrentes não têm por hábito falar em prejuízo aos seus leitores, ouvintes e telespectadores. Isso é falta de profissionalismo, o que em São Paulo e Rio é diferente. O evento sobre a virada cultura, no final de semana no Rio e patrocinado pela Rede Globo, esteve presente nas emissoras por uma questão simples: as pessoas têm direito a informação. Poderiam divulgar, inclusive, sem dar crédito à empresa que estava patrocinando.

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