O livro do Pedrinho

Lembra do Transasom? Lançado aqui em Florianópolis na segunda-feira, 12/11, mais do que um livro é a trilha sonora de um dos momentos mais ricos do rádio brasileiro da década de 1970. É um presente que mãe e pai nenhum, que tenha filhos, netos ou bisnetos entre os dez e 15 anos possa deixar de dar.
Da Redação

Lembra do Transasom? é vida borbulhante em todos os sentidos. Tem temas proibidos, amores escondidos, cenas de ternura, raiva e audácia. Adrenalina às pampas, coisas de rir e chorar – de felicidade, tristeza, segurança e medo. Coisa de mágico? Sim, de pura magia, magia que enleva, que encanta e que embevece, embora o verbo embevecer possa parecer algo ultrapassado para o leitor mais jovem.

O livro também tem trabalho, paixão, pau duro, larica, carinho, ingenuidade, pureza e emoção. Muita emoção. Fala de descobertas, de sonhos, de alegrias, de música, de encantos e desencantos, mas, principalmente de reconhecimento e gratidão. Talvez, assim rimada a frase fique meio chocha, meio boba, como o coração do Pedrinho quando viu e ouviu “a mulata esguia” Eliana Pittman cantando Minha História, depois imortalizada por Chico Buarque no LP Construção de 1971. (Marcelo Ferla).
Agora, o mais legal disso tudo é que o astro maior deste musical é um personagem de carne e osso como todos nós e até um pouquinho melhor do que muitos de nós. É uma cara que já ultrapassou a linha dos 50 conservando o que há de mais sublime no ser humano: o sorriso de criança e a coerência na busca de seus sonhos. José Pedro é seu nome. Pacheco Sirotsky o sobrenome.
Logo no início do livro Pedrinho dá as cartas para quem ainda não o conhece: “Agora resolvi me colocar no mundo das pessoas comuns, exatamente como eu sou, para contar um pouco da primeira metade da minha própria história nesta experiência fascinante que é a vida”. E completa fazendo blague com os avanços da medicina: “Descobri que cada momento vale muito e que, com tantas descobertas da ciência e da medicina natural, ainda estou apenas ‘no intervalo do primeiro tempo’, esperto o bastante e a fim de jogar muito on my second half of life”.
E o jogo começa em estilo gremista ouvindo a galera. O repórter meio sem tarimba, mas com muito jeito pro negócio vai direto ao assunto: “Quem é José Pedro Pacheco Sirotsky, o Pedrinho do Tansasom?”.
– O Pedro sempre foi muito parecido com o pai. Tem o bom humor e o mau humor dele. O Pedro é o pai. (Sonia, irmã).
– O ‘Transasom’ era a versão moderna do programa de auditório do pai. O Pedro dominava um monte de gente com a música dele. ‘Transasom’ foi o programa de auditório do Pedro. (Suzana, irmã).
– Eu gostava muito do ‘Transasom’.Estava acostumada a ver o Maurício, e quando eu via o Pedro dizia para o meu marido: é tu. A personalidade do Pedro é uma reprodução da personalidade do pai. Ele era muito vidrado no Maurício, e me metia ciúme. Mãe tem um amor egoísta, Deus as fez assim. (Ione, mãe).
– Tenho uma vida privilegiada. Ao mesmo tempo, não me conformo com tantas injustiças e um mundo com tantas diferenças. Fui educado com humildade, vendo a vida na sua mais verdadeira realidade. Sempre, porém, fui um otimista. Não quero deixar o otimismo de lado, mas é preciso que muita coisa mude. Vivo num país de muitas esperanças e dificuldades imensas.  O que já melhorou não é suficiente. De nada adianta cair o risco Brasil se o seu povo não consegue viver com padrões mínimos de dignidade. (…) Espero que nos próximos cinqüenta anos os prognósticos estejam errados e nossos sonhos se tornem realidade. (Pedro, o próprio).
Vamos ouvir? Clique aqui.
 


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2 respostas
  1. Nelson de Assis Goncalves says:

    Recuerdo con mucho cariño el programa Transasom. Por primera vez podía ver las bandas moverse y no estáticas como en las fotos. Conocí muchas bandas a través de el programa como ser Supertrump con el tema Dreamen. Impresionnante. Podría escribir mucho mas pero esto es tan solo un comentario. Desde Rivera en Uruguayo un abrazo a Pedrinho.

  2. Antunes Severo says:

    Caro Nelson, bom dia.
    Recebemos com grande alegria o seu comentário. Você nos lembra os laços de amizade que sempre existiram entre brasileiros e uriguaios. Escreva-nos sempre. Será uma alegria a mais para os frequentadores do site e uma oportunidade para que as gerações atuais se informem sobre o bom relacionamento que temos como tradição e que queremos manter e aumentar.

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