O multimídia Oscar Berendt

O radialista Oscar Berendt Neto é um dos pioneiros que trabalhou durante muito tempo na Rádio Guarujá de Florianópolis. Nessa emissora atuou em vários setores, entre os quais o de radioteatro como produtor e radioator.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi ele que dirigiu no início dos anos 1960 as últimas iniciativas do gênero  da ZYJ-7, com algumas encenações de peças completas, como foi o caso de Ben Hur, uma obra de Lew Wallace, adaptada para as ondas sonoras por Humberto Cardoso. Entre 1969-1970, o jornalista comandou igualmente na Guarujá o programa musical A Noite é Nossa. Por Ricardo Medeiros.

Na televisão, ainda na era preto e branco, atuou na TV Cultura de Florianópolis, canal 6, apresentando  programas ao vivo como os Calouros no 6 e Stúdio 6. No telejornalismo teve como companheiros de bancada os também estreantes Marisa Ramos, Fenelon Damiani e Roberto Alves.

Oscar Berendt, em três oportunidades, esteve à frente da Associação Catarinense de Imprensa, antiga Casa do Jornalista. Ele foi eleito presidente da entidade para os períodos 1981-1983, 1983-1987 e 1991-1994.

O jornalista não pôde cumprir este último mandato, pois faleceu no dia 10 de setembro de 1993. Oscar Berendt foi também Diretor do Teatro Álvaro de Carvalho, bem como cartazista e cenógrafo do Grupo Teatral Infantil Geny Borges.

Em 1992, o jornalista lançou o livro Manja Tempo pela Editora Papa Livro. A obra traz um apanhado de crônicas publicadas no jornal A Gazeta, periódico no qual Oscar Berendt começou a trabalhar em 1979. A expressão Manja Tempo surgiu com a intenção de denominar aqueles que em momento de ócio aproveitam o seu tempo para cuidar da vida alheia, para – conforme o autor – “se babar com fatos e fados, com tricas e futricas e disque-disques”.

O Caros Ouvintes vai continuar contemplando seu público com algumas delícias que constam na obra de Oscar Berendt. Uma delas é a que segue abaixo.

“Nosso amigo Senador Alcides Hermógenes Ferreira assombrou seus amigos com um convite para se regalarem com uma galinha ensopada em sua residência e, regada a bom vinho. Depois desta não se fizeram esperar. E se empapuçaram e se regalaram. Lá pelas tantas alguém resolveu saber do Alcides a razão do ágape, pois o dito cujo não é disso. Ele, arrumando sua gravata borboleta que queria voar, mansamente explicou: ‘encontrei na minha porta um despacho com galinha preta. Pode  ser que a coisa pegue. Então, resolvi dividir entre os amigos, pra não receber a carga sozinho.’ É Senador, contigo nem macumba pode.” (BERENDT, Oscar. Manja Tempo. Florianópolis: Editora Papa Livro,1992,  p. 18)

1 responder
  1. Sérgio Freitas Flores says:

    Tempo bom! Todas as manhãs pegava carona com meu pai de TL, para subir o morro da cruz, lá no início dos anos 70! pois éramos vizinhos na Prainha!

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