O nunca mais… – 1. Numa solidão sem fim

Todo dia, lá longe, o sol nasce e morre outra vez, para provar que o ontem morreu. Folhas mortas rolando sobre um chão vazio. Suspiros que não se atrevem a falar mais alto do que a razão. Eu disse pra você que era tarde. Você não acreditou. Uma nuvem de bem-querer pousou em nossas vidas e o tempo não existe mais. Hoje resta um pedaço de saudade… Saudade ferida, saudade amarga, amargurada saudade andando por aí, procurando em cada canto a ressonância nunca encontrada. Como folhas ao vento a saudade vai, a saudade volta. Sempre só. Sem ninguém. Apenas, saudade ao deus-dará de cada vento.

O “nunca mais” continuará ecoando, repetindo em cada lembrança…

Olha para mim, para as horas perdidas, numa solidão sem fim.

Olha os cabelos que embranqueceram…

Olha para a herança que vida me deu: uma lágrima furtiva, na palma da minha mão.

Continua lembrando…

Talvez a única coisa que lhe restava.

Soturnamente os passos ecoam dentro da noite de si mesmo. O relógio da vida parou para sempre o amor e ele está só.

Eternamente, só.

Donato Ramos. Uma palavra de despedida, apenas. P.20.

Categorias: , Tags: , , ,

Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
Veja todas as publicações de .

Comente no Facebook

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *