O preço da desilusão

Alexandre Cabreira *

Acompanho futebol desde 1977, quando o timaço do Atlético Mineiro perdeu nos pênaltis para o São Paulo. Reinaldo, que poderia ter ficado pra história como o maior centroavante do futebol em todos os tempos, perdeu INVICTO o título do Brasileirão para o botocudo Chicão. Talvez venha daí minha alergia pelo defensivismo e por volantes. Se volante fosse tão importante, o carro teria quatro. Não tolero times medrosos, retranqueiros, onde técnicos se escondem atrás de pirotecnias numéricas, pois o 3-5-2; 4-4-1-1 e as variações, não passam  de puro blefe, artimanha para enganar torcedores, pseudojornalistas e aos diretores, a fim de manter o emprego.

Assisto a uma média de 12 jogos por semana, de todos os países. Mano, acho eu, não gosta de futebol, pois seu estilo retranqueiro contraria o modo brasileiro de jogar futebol.

A ofensividade, a magia e a picardia deveriam constar na Constituição de nosso futebol; cláusulas pétreas.

Numa de suas mal humoradas, soberbas e irônicas entrevistas coletivas, Dunga debochou dos jornalistas ao dizer que vocês preferem os perdedores de 82 aos vencedores ?? de 94. Mano é irônico ao ponto de ser chato – e petulante.

Acho que em 94 só os jogadores ganharam – o verdadeiro futebol brasileiro foi derrotado, sua magia, sua essência.

Prefiro perder 100 vezes igual a 1982 do que jogar feio daquele jeito e conquistar uma copa sem graça, com o rabo entre as pernas.

Paulo Sérgio, Vampeta e Anderson Polga foram campeões do mundo. Zico, Sócrates, Júnior, Reinaldo, Falcão e Careca não.

Como disse o mestre Fernando Calazans: Zico não ganhou a Copa do Mundo?? Azar da Copa do Mundo”.

A palavra goal significa objetivo, em inglês. E é o único que importa. Todo o resto é desculpa de treinadores medrosos.

Terminando, um recado ao Mano Menezes:

Sábado, 11 horas, em Wembley, o lance é bipolar:

Ouro, consagração. Prata, demissão.

* Alexandre Cabreira é jornalista e atua no rádio e na Web no Sul do Estado | http://www.alexandrecabreira.com

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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