O que é isso companheiro?

“Quem fala demais dá bom dia prá cavalo” é um velho ditado do tempo de vovó que usavam – alguns ainda usam – para identificar o falador compulsivo.
Este está por toda parte. Nas rodas de conversa  entre amigos não deixa ninguém falar. Não gosta de ouvir e sim de ser ouvido. 
Por Jamur Júnior

Dos botecos nas pequenas cidades  a Brasília, o falador compulsivo está presente diariamente em qualquer conversa.
O presidente Lula já identificado como um grande falador tem dito coisas que depois tenta modificar, justificar ou até dizer que não quis dizer aquilo ou não disse exatamente isso.
A última do presidente foi uma declaração que está longe de ser classificada como conseqüência da sua compulsão por falar. Disse para a imprensa que o fechamento da RCTV na Venezuela por Hugo Chaves, ” foi um ato democrático, como democrática, seria a renovação da concessão.”
Difícil entender o tipo de democracia praticado por Hugo Chaves, quando faz calar a oposição fechando veículos de comunicação que criticam seu governo, pressiona e maltrata jornalistas não alinhados. Se essa é a democracia que Lula gostaria de praticar, vamos torcer para que isso nunca aconteça mais no Brasil.
Chega o período da ditadura militar, tão combatida pelo PT e o sindicalista Luiz Ignácio da Silva.
Foi no governo Geisel, considerado um dos mais brandos da época, que ocorreu caso semelhante no Paraná.
A TV Iguaçu do ex-governador Paulo Pimentel, que exibia os programas da Rede Globo, teve suspensa a programação de um dia para outro por ordens de Brasília. A Rádio Iguaçu  também de Paulo Pimentel, foi tirada do ar, no estilo Hugo Chaves, quando o governo federal se negou a renovar sua concessão. Diga-se de passagem que as emissoras de Pimentel não faziam oposição sistemática ao governo, mantendo apenas um bom nível de liberdade para noticiar e comentar alguns atos praticados pelo governo.
Esse tipo de democracia que hoje  só se vê quando algum candidato a ditador surge na América Latina, assusta e coloca em estado de alerta os verdadeiros democratas.

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Por Jamur Júnior

Radialista e jornalista e foi apresentador noticiarista de rádio e televisão em emissoras de Curitiba e Florianópolis. É autor dos livros Pequena História de Grandes Talentos contando os primeiros passos da TV no Paraná e Sintonia Fina – histórias do Rádio. Jamur foi um dos precursores do telejornalismo em Curitiba.
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