O que é rádio hoje?

Rádio moderna depende de pessoal? Ou equipamento? Profissionais sentem falta de assessoria especializada.
Por Ricardo Carvalho Wegrzynovski

Muitos defendem que a modernização dos equipamentos está diminuindo o número de pessoal nas rádios. Como diz o repórter Carlos Nascimento, que trabalha atualmente em Brasília, na assessoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) “A tendência são os boletins via internet, o repórter publica seus boletins, a rádio grava, o apresentador faz a “cabeça” (jargão de radialistas para a aberta de matérias reportagens), e ele mesmo solta a sonora, e tudo pronto, está publicado. No entanto é claro também nas redações de rádio a falta de boletins sonoros produzidos por assessorias. Por exemplo, se uma rádio quiser um depoimento do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), em áudio, terá muita dificuldade. Só restam duas alternativas, ou um repórter da rádio vai até o governador, ou esqueça, é impossível.

Os assessores também não estão preparados para gravar via telefone com as rádios, alguns alegam “são rádios do país inteiro pedindo declarações, o que dificulta o trabalho”, argumentam. Enfim, a assessoria de imprensa do governo praticamente não produz boletins sonoros. Há porém, uma espécie de rádio do governo, que resume-se num locutor falando o que já está escrito nos boletins para jornais, o que talvez serviria para surdos.

Outros discordam, “A modernidade de uma rádio não está no equipamento, mas da idealização do proprietário, que a partir dai tem equipe, que proporciona condições de trabalho, resultando assim num bom produto para vender no ar, e se o proprietário tiver o conhecimento que precisa ter com base técnica, ele vai contar com bons profissionais”, diz Jairo Alves, profissional em rádio.

Os equipamentos estão proporcionando que os entendidos em informática tomem os lugares nas cadeiras dos locutores. Em muitos casos o antigo apresentador é obrigado a escolher entre continuar na função ou acumular a de operador de áudio, para não cair fora da emissora.

O radialista Marcelo Luiz (51) conta que quando chegaram os computadores teve que tomar atitude. “O dono da emissora disse: ou você aprende em uma semana ou vai ter que sair, estamos modernizando a emissora em termos de equipamento”, diz o radialista sobre a ameaça do então patrão, completando que aprendeu as funções no mesmo dia. “O que muita gente leva meses para aprender, tive que fazer num dia, ou perderia o emprego”, argumenta ofegante. Marcelo Luiz trabalha atualmente na 105 Fm, no horário nobre de rádio, das 8h00 às 12h00 ao vivo, e a também após a Hora do Brasil até a meia noite. E é claro, operando a mesa de áudio, os computadores e apresentado os programas.

Nas fotos um dos estúdios da 105 FM (Sintonizada em 105,7 Guaramirim, Jaraguá do Sul, Massaranduba, Corupá, Joinville, São Francisco do Sul. Schoereder e todo o Vale do Itapocu).


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