O que é um bom jingle?

1. “Varre, varre, Vassourinha, Varre, varre, a bandalheira o povo, já está cansado, de viver, desta maneira…”

images2. Jingle, quando é bom, faz o cidadão cantar, comprar a idéia ou a mercadoria. E é inesquecível. Os anos passam e ele não sai da nossa cabeça.
O problema é identificar o bom jingle.
Tenho aqui comigo uma idéia. Um roteiro que me guia quando tenho de analisar um.
Vamos ver se você concorda.
3. Em primeiro lugar, o jingle tem de ser fiel ao conceito da empresa, do produto ou serviço, da campanha. Como todo bom conceito, ele precisa fazer o público-alvo – consumidor ou cidadão – visualizar. Tem de usar o poder do som,  de gerar imagem na cabeça de quem o ouve.
Veja, por exemplo, o jingle cujo pedaço citei no início destas mal traçadas.  Ele faz lembrar a vassoura, símbolo que o então candidato Jânio Quadros carregou desde o início da sua carreira militar.
4. Em segundo lugar, tem de ser simples. Nada de palavras difíceis – a menos que elas sejam utilizadas para ressaltar o humor. Nem de música sofisticada. Quanto mais simples, na letra e na música, mais assimilável. As antigas marchinhas de carnaval, que faziam o povo cantar nos salões e nas ruas,  são um bom guia. Quem se envolve na criação e na análise de um jingle devia ouvi-las. Intensamente.
5. Em terceiro lugar, deve-se caprichar no que se vai dizer. Jamais limitar o texto em uma mera repetição do brief. O autor precisa ser criativo, na hora de escrever a letra. E o responsável pela aprovação da peça, sensível.
6. É a minha receita. Se os ingredientes agradarem você, misture-os a vontade. E sirva-se a gosto.


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