O que vem primeiro?

O que vem primeiro?

 

Quem vem primeiro? Se fosse essa a pergunta logo lembraria a antiga questão: Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Sobre essa questão tenho minha opinião formada e creio que os amigos leitores também a têm. Mas a questão é: O que vem primeiro?

 

Há poucos dias escrevi uma crônica aqui para o Caros Ouvintes com o tema: As três entre nós. Fazia referência a 3 qualidades, uma delas, a apatia. Apatia é definida de várias formas, entre elas: “Condição de quem não se comove, não demonstra sentimentos nem interesses. Falta de motivação, de vigor físico, de entusiasmo”. A filosofia diz: “Condição de insensibilidade, ou perda dos sentimentos”.

 

“Pois o que a pessoa semear, isso também colherá”. Bíblia. Gálatas 6:7. Por mais que a frase seja tão lógica quanto conhecida, ainda assim muitos que nada “plantam ou pouco plantam”; quando “plantam não cultivam” e seguem reclamando da sua sorte na vida. Reclamam que sua “colheita têm sido fraca”. Isso é facilmente percebido por pessoas que visitam outras pessoas em suas casas, desde trabalhadores da saúde no combate a Dengue com importantes alertas e vistorias e por evangelizadores que voluntariamente, depois de horas ou dias de trabalho, em sua folga, procuram levar mensagens de conforto e orientações que “recarregam nossas baterias” em dias tão difíceis e são tratados com apatia. É visto em trabalhadores que demonstram apatia, falta de vigor. Também é percebida no trânsito e onde mais houver filas, insensibilidade. Em alunos que não têm entusiasmo, falta-lhes motivação. Muitas pessoas têm suportado viver – sem paixões, o que parece triste e deve levar à frustração.

 

Então, voltemos a pergunta inicial, ao tema dessa crônica: O que vem primeiro? Vale aqui aquela velha piadinha: “Não sei se minha mulher me deixou porque eu bebo ou se bebo porque ela me deixou”. De onde deveriam vir as – motivações, os interesses, o vigor, a sensibilidade, as paixões? De casa, ou seja, pela observação de pais que não são apáticos? Dos professores que poderiam tornar suas aulas mais motivadoras e interessantes? Uma coisa parece certa: Podemos apontar muitos culpados, mas a responsabilidade é nossa, sempre foi e sempre será. Viver reclamando como um antigo personagem dos desenhos animado: “Ó vida, ó céus”, chega a cansar os ouvidos alheios.

 

Ainda acredito que o ovo veio depois. Depois veio nova vida. A benção maior está em nós. Apatia pode ser contagiosa. A vacina está em nossa mente. Não precisamos correr dos apáticos. Se eles soubessem que há vida lá fora; que existem possibilidades e que há neles potencial, poderiam curar-se, sozinhos primeiro. Depois, perceber que fomos presenteados com olhos que podem ver em incontáveis cores. Podemos sentir o cheiro de deliciosas comidas e nosso paladar nos leva à lua. Saber que os impressionantes computadores vieram – depois – primeiro houve mentes humanas brilhantes. Tão brilhantes que não se cansam de trabalhar, aumentar seus conhecimentos, de doar-se com descobertas médicas e científicas que nos fazem viver mais e melhor. Com quem bate à nossa porta com altruísmo e abnegação. Com pessoas que ao tomarem conhecimento de uma tragédia arriscam a própria vida por pessoas que nem mesmo conhecem. Por mais que muitas pessoas estejam agindo pior que animais, com violência e crueldade o que mata aos poucos é a apatia. Essa com certeza vem primeiro, depois traz gestos insensíveis, grosseiros, falta de vigor, de interesse e de paixões.

 

Quem de nós não é contagiado por um caloroso: Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Por favor! Com licença! Por gentileza! Posso ajudar? Quer passar à frente? Muito obrigado! E quando essas palavras antes de sair da boca passaram pelo coração é sinal de que são as maravilhosas amigas: Simpatia e Empatia. Essas devem sempre vir primeiro, pois nelas estão as pessoas que nos fazem ver primeiro – o bom lado de ser – humano.

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