O rádio começa de um sonho

O rádio começa de um sonho, vira uma paixão e termina numa eterna conquista

selo-alem-da-paixaoÉ com esta frase que comecei meu último livro: Como Falar no Rádio – Ed. Summus – 2009. Certas horas, me vejo pensando porque me identifiquei tanto com o rádio. Primeiro, a instantaneidade do veículo me atrai. A integração entre homem e tecnologia, na velocidade de um segundo, dá a você a capacidade de emocionar, entreter, informar e mobilizar pessoas. Segundo, rádio é uma espécie de vício, uma coisa que te pega de dentro para fora, envolvendo e seduzindo na razão dos seus próprios sentidos. Este apego começou na infância, por volta dos onze anos de idade, quando ia para a portaria da Rádio e TV Record, para ver aquelas pessoas importantes que entravam na televisão e falavam no rádio lá de casa.

O sonho…

Nada me atraia tanto, nem pipas, nem carrinhos de rolimãs e nem as corridas atrás dos balões eram capazes de evitar minhas escapulidas de bicicleta, para aquele lugar mágico, a fim de ver a passagem daqueles personagens que nunca mais sairiam da minha memória, tais como: os Palhaços Arrelia e Pimentinha, os integrantes do elenco da Família Trapo, como Pepino Zelone, Renata Fronzi, Ronald Golias, Jô Soares e muitos outros ídolos do rádio e da TV. Pensava eu, o que fazer para entrar dentro daquela caixa, cheia de lusinhas e fiozinhos e lá falar também.

A Paixão…

Anos se passaram… Entre ginásio, colégio, faculdade e o início da minha primeira experiência no rádio, uma vaga como assistente de produção de programas na antiga Rádio Mulher, atual Rádio Morada do Sol. Alguns anos mais e cheguei à Rádio Record de São Paulo, empolgava-me o fato de estar frente a frente de um microfone Newman, usando um fone de ouvido AKG, e operando aqueles equipamentos ligados a uma mesa Gates, a melhor na época. Nosso estúdio no FM fazia divisa com os da Record AM, onde trabalhavam grandes comunicadores como Eli Corrêa, Paulo Barbosa, Nelson Rubens, Osmar Santos, Paulinho Boa Pessoa, Zancopé Simões e Gugu Liberato. Fascinava-me observar o poder que eles exerciam sobre seus ouvintes. Com que envolvimento e carisma eles conduziam seus programas, que facilidade e desenvoltura para expor suas idéias ao microfone. Tudo isso resultava em uma coisa chamada liderança de audiência. Aquilo tudo no AM me fascinava.

A eterna conquista…

A conquista constante deve fazer parte de nós. Este é o DNA do radialista, estar sempre pegando embalo para alçar seus vôos. Não importa a distância, importa a direção. Hastear suas bandeiras e deixá-las tremular no topo dos seus ideais é o que importa. Acreditar neles então, só cabe a você. Nunca aceite um não de quem você acha que não tem capacidade de dizer um sim. Seja determinado, constante e persistente na busca do seu espaço dentro do rádio. Chegar um dia ao microfone, exigirá bastante de você. Procure ter a cabeça nas estrelas, mas os pés sempre no chão. Avalie suas chances, descubra suas dificuldades, enfrente-as e supere as limitações. Não conheço outra maneira de percorrer o caminho da eterna conquista.

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