O Rádio nosso de cada dia!

Se não vemos mais uma grande variedade de “radinhos” de pilha à venda nas boas casas do ramo, não é porque o rádio se perdeu entre as fontes mais modernas de difusão.
Por Rony LocherAcontece que o consumidor, simplesmente, sabe que dispõe de inúmeras outras ofertas tecnológicas de produtos capazes de mantê-lo tão informado como se estivesse antenado a um bom e velho rádio.

É claro que o tradicional rádio de pilha continua a ser um bom instrumento no país que já viveu um grande apagão, ou então, como arma de protesto em jogos de futebol de grande rivalidade. Mas o certo é que entre os seus vários prefixos que vieram, ou se foram, o rádio conseguiu preservar a simplicidade das coisas, mesmo em uma sociedade em plena e constante revolução de hábitos e estilos.

Outro dia mesmo vi um motorista em um carro tentando fixar um rádio a pilhas no quebra-vento de seu carro. O carro em si estava de “pé”, meio que ao sabor do acaso, porém o seu condutor ia feliz da vida seguindo o trajeto, a cantarolar uma música de sua estação preferida.

Evoluímos da era dos toca-fitas “TKR’s”, e dos “receivers” Gradiente, Polivox ou Marantz (para quem podia, é claro), para a geração dos DVDs, MP3 e outros do novo gênero que nem me vêm à lembrança agora. Porém, nenhuma dessas novas tecnologias deixou de tocar ou baixar o que (quase) sempre ouvíamos nas tradicionais emissoras de rádio.

Se na programação perdemos nomes como Vicente Leporace, ou então Hélio Ribeiro, ganhamos muito com a função do rádio-serviço, que nos avisa dos destinos diários do trânsito, das ruas esburadacas, dos continuados devaneios da classe política ou, então, nas variáveis entre perdas e ganhos das bolsas de valores.

Mas uma coisa é certa: não vivemos sem ele, nem que seja por uma simples função “despertador”. É claro que nem todo o mundo tem que ser igual a mim e ter um rádio em cada cômodo da casa. O importante é saber que se os tempos evoluíram, o rádio ainda consegue, na função mais intimista dos veículos, dar um sabor danado à vida moderna com as mais variadas canções, ofertando uma música ao ser amado ou, então, receber as vibrações e emoções de um gol bem narrado.

(*) Rony Locher é analista do capital humano e tendências sócio-globais. Atua como palestrante, âncora da Rádio Jovem Pan AM e comentarista da TVTEM – afiliada à Rede Globo.

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