O Rádio, uma caixinha de surpresas!

O rádio, este jovem ancião, já não é mais o mesmo. Antigamente, ele fora o centro das atenções. Hoje, não passa de um simples elemento decorativo, ora exposto sobre uma cômoda, trazendo lembranças de um tempo que não volta mais, ora simplesmente tratado como apoiador de “coisas” ou ainda como peso morto colocado sobre os papeis que não podem se misturar.

É assim que este pobre coitado é tratado. Os mais “experientes” ainda o têm como amigo, companheiro, consolador, informante e conselheiro. Já os mais novos o têm como um simples aparelho supridor de solidão. A companhia da voz desconhecida, já não é mais animadora. A modernidade, a velocidade, fez o romantismo do rádio, quase ser suprimido.

O rádio tornou-se algo mecânico, repetitivo e em momentos cansativo. Contam que ele foi inteligente e mutante, mas isso é passado.

Os entendidos do futebol, falam que o bom jogador é aquele que possui uma vasta quantidade de malabarismos a serem feitos com a bola, deixando o adversário indeciso quanto da opção a ser tomada. Estes são os bons! Eles fazem o improvável, o novo! Eles são titulares!

Em um comparativo entre o futebol e o rádio, estamos longe deste novo, inusitado, improvável! Estamos muito próximos do banco de reservas, quando continuando em uma analogia com o futebol. Estamos inundados da mesmice, da “catimba”, do rotulado.

Sabe o companheiro das madrugadas? Aquele que ficava conversando com você em meio à insônia? Infelizmente ele não existe mais… ou melhor ele quase não existe mais!

Existem vestígios de alguns seguidores, vindos lá das bandas do sudeste brasileiro, que podem ser ouvidos durante a madrugada. Vestígios que rapidamente se escondem atrás de outras frequências embaladas ao melhor do sertanejo universitário e de uns batidões infindáveis.

Seja rápido e aproveite o pouco que ainda nos resta, pois o bom rádio, aquele surpreendente e inovador, pode acabar!

2 respostas
  1. Antonio Francisco Hoffmann says:

    O rádio ainda hoje continua sendo aquele velho companheiro, apesar com as novas tecnologias ele está ficando para trás, mais com a inovação aliada com a tecnologia, ele vai ser um centro de informações através do qual vai chegar o dia em que vão descobrir o verdadeiro valor do rádio, porque ele é responsável por toda esta tecnologia em comunicação que está ai, é a base da comunicação sem fio. Esta é a opinião de um aprendiz em rádio.

    Um forte abraço.

    Antonio Hoffmann

  2. Deivison Hoinascki Pereira says:

    Há poucos dias ouvi um amigo dizer que acha que ninguém mais ouve rádio. Grande engano. Continua sendo como disse nosso nobre amigo cronista. Tenho vários rádios. Um deve ter uns 60 anos. Outro tem só 10 anos, mas é “retro”, modelo lá dos anos 70, talvez 80. Fora os rádios pequenos. E sem contar o do celular. Rádio está em tudo.
    Nele não nos prendemos a imagem, a modelos, antes a talentos. Bom, aí já estou entrando numa crônica que estou escrevendo.
    Roberto Ezequiel, há uma voz no rádio dizendo: Venha Roberto Rivelino, venha.

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