O som que vende

Você sabia que a Harley-Davidson registrou o ronco do motor de suas motos? Nenhuma outra fabricante pode imitar o barulho de uma Harley-Davidson para não correr o risco de ser processada por plágio. Dizem que os carros elétricos ainda não são um sucesso por que não fazem barulho. Quem compra um carro esportivo quer sentir e ouvir o motor. Até os fabricantes de salgadinhos fazem pesquisas para descobrir qual o som ideal para a sua embalagem. Perceba que quando alguém abre um pacote perto de você dá vontade de comer também. Segundo o consultor em neurobusiness, Pedro Camargo, existem supermercados que utilizam o artifício da música para controlar o fluxo de vendas. Quando as lojas estão vazias, o som ambiente é basicamente composto por música lenta, para deixar o cliente calmo e relaxado. Esse tipo de música faz com que as vendas brutas por pessoa aumentem em até 38%. Quando o local está cheio, como dia do pagamento, a música é sempre acelerada para as pessoas terem ações rápidas, escolher logo, comprar e sair rapidamente para dar lugar as outras pessoas que estão chegando. Pouca gente sabe que no parque da Disneyworld, o estilo musical que toca de manhã é mais animado do que toca no final da tarde, quando as pessoas estão cansadas de tanto brincar. As músicas e os efeitos sonoros de cada atração são cuidadosamente estudados. Tudo para tornar o ambiente mais agradável aos visitantes. Fica a dica para quem trabalha com rádio ou produção de áudio. Tem muita coisa para se explorar nesta área. Sem preciso gritar para vender.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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