O velho e bom rádio continua sendo indispensável na vida de todos nós

O rádio continua hoje como sempre foi: o amigo de todas as horas. Aquele que distrai, alegra e informa. Na programação radiofônica a informação sempre teve lugar de destaque.

imagesHá pouco mais de 50 anos, as emissoras se esmeravam na apresentação de programas jornalísticos, ou como eram conhecidos à época, programas noticiosos que em muitos casos eram os principais e mais ouvidos na programação da emissora. Nessa época alguns deles se destacaram e entraram para a história das comunicações pela sua importância e qualidade. O principal e mais famoso foi o Repórter Esso apresentado pelo gaúcho Heron Domingues, que, com sua voz marcante e leitura vibrante, registrou os principais acontecimentos de sua época.

A Rede Tupi manteve por muitos anos o Grande Jornal Falado Tupi, dirigido por Corifeu de Azevedo Marques, com os maiores índices de audiência em São Paulo. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Correspondente Renner era aguardado diariamente por milhares de ouvintes que acompanhavam suas transmissões. No Paraná a veterana Rádio Clube Paranaense mantinha o noticioso Prosdócimo Informa apresentado pelo excelente  Milton Luiz; na Rádio Guairacá o Correspondente Minerva com Júlio Xavier Vianna e na Cultura o Grande Jornal da Noite Cultura que manteve alto índices de audiência durante suas apresentações.

Vale ressaltar que nesse tempo fazer programa de notícia exigia dedicação criatividade e paciência. As notícias eram coletadas  nos diversos noticiários transmitidos por emissoras de rádio com Ondas Curtas. Numa sala, um funcionário era encarregado de gravar esses programas de notícias  e passar para o papel de onde os locutores liam as informações. Isso representava a maior parte do noticiário transmitido, já que não havia pauta nem equipes de repórteres nas ruas da cidade para informar o que acontecia nas proximidade.

Os programas focalizavam, em sua maioria o noticiário nacional e internacional.  Em Curitiba as rádios recebiam notícias captadas via telégrafo por um profissional que enviava copias feitas em papel jornal. Esses textos na maioria das vezes não  eram revisados e o locutor precisava ser bom na leitura para não cometer grande enganos nas transmissões.

O rádio evoluiu muito nesse setor a ponto de termos hoje emissoras como CBN e Band News transmitindo notícias 24 horas, com grandes equipes cobrindo os acontecimentos locais e transmitindo de toda parte, dando velocidade a informação.

Nos anos 1950 e 1960 uma transmissão ao vivo era desafio para os técnicos e sofrimento para a equipe de jornalismo, se assim podemos chamar. Primeiro se contratava uma linha da companhia telefônica que instalava os fios no local da transmissão e depois eram levados os equipamentos, grandes e pesados para esse local e só dali era possível transmitir alguma coisa, geralmente com som de qualidade muito baixa.

Tudo muito diferente das transmissões de hoje que podem ser feitas, até via telefone celular de qualquer local e a qualquer hora. Mudou muito o velho e bom rádio, mas, continua sendo indispensável na vida de todos nos.

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