Ody Varella, a consagração do tempo bem vivido

Ao longo de bem vividos 90 anos o tijucano Ody Varella, filho do seu Ivo e de dona Judith completa mais um aniversário em plena forma e rodeado dos familiares, dos amigos de longa data e dos admiradores que continuam aumentando com o tempo. As 24 horas da quinta-feira, três de novembro foram poucas para os abraços, as lembranças e as homenagens que recebeu e que continua recebendo. Neste registro Caros Ouvintes, por seus editores, colaboradores, ouvintes e leitores também se faz presente com muita alegria.

 

Nossa amizade e admiração vêm de longe. Emílio Cerri, por exemplo, trabalhou com ele na A Modelar, uma rede de lojas que se notabilizou por inovações que até hoje são motivo de referência pelo sistema de vendas a prestação, pelas ofertas inovadoras e pela publicidade criativa e envolvente.

 

Um pouco depois foi a minha vez de conhecê-lo em 1972 quando assumiu a direção administrativa e comercial da Rádio e TV Cultura, primeira emissora de televisão da Capital catarinense. Como diretor da A. S. Propague, principal agência de publicidade local, acompanhei de perto as mudanças de rumo que ele deu à empresa tornando-a uma organização estruturalmente forte e comercialmente muito competente.

 

De lá pra cá temos acompanhado suas ações nas muitas frentes que assumiu e que dirigiu com bondade, perseverança e competência. A seguir, um breve perfil de Ody Varella construído com informações de Roberto Alves, Emílio Cerri, Manoel Timóteo e do locutor que vos fala.

 

Nasceu em 03 de novembro de 1921, na cidade de Tijucas, filho de Ivo Varella e Judith Silva Varella.

 

No final da década de 1930 inicia a vida profissional como técnico de administração e contabilidade na cidade de Joinville. Até os 35 anos prestou serviços a empresas nascentes como a Cônsul do ex-prefeito Wittch Freitag e a Tigre de João Hansen. Foi em Joinville também que ele conheceu Maria Eulália Fernandes Varella, com quem se casou e tem três filhos – Hercílio Ivo, Nelma Sílvia e Odilene.

 

Em fevereiro  de 1957 transferiu-se de Joinville para gerenciar A Modelar, maior empresa comercial de varejo de Florianópolis na época, cujo cargo exerceu durante 15 anos. Em 1973 a convite de  Darci Lopes assumiu a Diretoria Administrativa da Rádio e Televisão Cultura, até 1979 quando foi vendido o controle acionário da empresa.

 

Nas atividades esportivas  teve destacada participação como atleta  e dirigente. Começou jogando futebol e basquete em 1938 no Colégio Bom Jesus e posteriormente na Sociedade Esportiva Cruzeiro do Sul e América Futebol Clube. Também foi técnico  de basquete  e vôlei, conselheiro do América , fundador e diretor  da Liga Atlética Norte Catarinense com sede em Joinville.

Em Florianópolis, assumiu a presidência da Fundação Atlética Catarinense(FAC), onde permaneceu de 1959 a 1971 e quando implantou as modalidades de basquete, vôlei, ciclismo, atletismo e tênis. Enquanto dirigiu a FAC recuperou o estádio Santa Catarina e providenciou sua cobertura (primeira em Florianópolis) – local onde está hoje o ginásio Rozendo Vasconcellos Lima, na Avenida Hercílio Luz. Organizou a delegação da Capital que participou dos primeiros jogos  abertos de Santa Catarina nos anos de 1960 a 1965.

 

De 1965 a 1968 exerceu a  presidência da Federação Catarinense de Futebol de Salão  com o objetivo de dar uma estrutura administrativa a entidade.

Exerceu a vice-presidência da Federação Catarinense de Bocha e Bolão.

Durante oito anos foi Conselheiro e Vice-Presidente do Lira Tênis  Clube.

Durante a presidência de José Mauro Ortiga integrou o Conselheiro Deliberativo do Figueirense FC.

 

Teve destacada participação como Conselheiro e Presidente do Conselho Regional de Desportos. Pelos  serviços prestados ao Esporte em Santa Catarina em 2001 recebeu a Comenda do Mérito Desportivo concedida pelo Conselho Estadual de Desportos.

 

Na Acif foi eleito vice-presidente em 1966, na gestão do Barão Dietrich Von Wangenheimer. No ano de 1971 foi eleito presidente da Acif, cargo que exerceu até 1975 e posteriormente de 1985 a 1987. Ocupou também  , os cargos  de vice-presidente, diretor financeiro, conselheiro e presidente do Conselho Superior.

 

Em 1971 fundou a Facisc – Federação das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina e presidiu a de 1971 a 1975.

 

Representando a Acif, Facisc e Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares foi vogal da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina durante 18 anos, onde recebeu a Comenda do Mérito do Registro Mercantil. Foi também integrante do  Conselho Municipal de Contribuintes, representando a ACIF.

 

Em maio de 2008 foi homenageado pelo  Conselho Regional de Contabilidade com o Prêmio Destaque de Contabilidade como um dos pioneiros na atividade e  detentor do registro profissional de número 285, expedido pelo  respectivo órgão de classe em 1947.

 

Em 15 de setembro d e 2007 recebeu o título de Sócio Benemérito da Acif – Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, aprovado pelo Conselho Superior da entidade. A indicação partiu  do vice-presidente do Conselho Superior e ex-presidente da entidade, Alaor Francisco Tissot e recebeu aprovação unânime dos conselheiros.

 

Pelos relevantes serviços prestados a Capital, em 24 de março de 2008, por ocasião das comemorações dos 282 anos de Florianópolis recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Honorário de Florianópolis.

 

1 responder
  1. Walter Souza says:

    Congratulações grande amigo. Quero contar um fato de 1963. Brasileiro de basquete juvenil, SC com Capitão, André, Dobs, Romualdo, Ivo de Joinville, Romeo, Adilson etc. Ody convidou-me para ser o repórter de rádio que acompanharia a delegação à Brasília.Aceitei de pronto, trabalhava na época na Rádio Anita Garibaldi. Ciumeira total da Diário e Guarujá, porque mandar um cara de uma rádio pequena e com pouca experiência. Resposta seca do ODY: convidei o Walter Souza, porque é o único jornalista que comparece a todas as competições esportivas na FAC. Ninguem disse mais nada e lá fui eu. Boletins de SãoPaulo pela OC 49 metros da Bandeirantes para todas as rádios de Fpolis e depois uma semana de boletins pela OC 25 metros da Rádio Nacional de Brasília. Grato sempre pela oportunidade amigo. Hoje sou amigo do Ody e do Hercílio, ortopedista e seu filho. Valeu Ody, até 2012.

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