ONU aprova plano para combater violência a jornalistas

Segundo Unesco, um profissional morre a cada semana no trabalho de informar ao público; subsecretário-geral para Comunicação e Informação das Nações Unidas, Peter Launsky-Tieffenthal, afirmou que os ataques contra jornalistas continuam aumentando no mundo e não estão restritos à zonas de guerra.

Mídia | Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York

O subsecretário-geral para comunicação das Nações Unidas, Peter Launsky-Tieffenthal, afirmou esta quinta-feira, na abertura da segunda Reunião Interagencial da ONU, em Viena, na Áustria, que os ataques contra profissionais da mídia continuam aumentando e que eles não acontecem somente em campos de guerra. Segundo ele, os jornalistas estão se tornando alvo por denunciarem casos de corrupção.

Launsky-Tieffenthal disse que garantir a segurança dos jornalistas e lutar contra a impunidade dos criminosos juntam dois direitos fundamentais incluídos na Declaração Universal dos Direitos Humanos: a liberdade de opinião e expressão e o direito à vida, liberdade e segurança.

O chefe da Informação da ONU citou o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, que na primeira reunião interagencial no ano passado, em Paris, afirmou que os ataques contra jornalistas são contra tudo o que as Nações Unidas representam.

Segundo o subsecretário-geral, a declaração de Ban ilustra como os jornalistas formam um grupo essencial para a democracia e a paz e representam um mecanismo chave na busca do interesse público.

A Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirmou que somente nos 10 primeiros meses deste ano, 100 profissionais da mídia foram mortos. Na última década, esse número passa de 600. A agência informou que, em média, a cada semana um jornalista perde a vida por levar notícias e informações ao público. Muitos outros são feridos, estuprados, sequestrados, intimidados e até mesmo presos ilegalmente.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, declarou que os jornalistas investigativos estão sofrendo cada vez mais ataques dos carteis de drogas internacionais e de grupos do crime organizado.

Apoiada pela Unesco, a ONU aprovou em abril deste ano o Plano de Ação sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade.

O plano de ação inclui várias medidas para proteger os profissionais da mídia como, por exemplo, a criação de um mecanismo entre as agências para cuidar desse tipo de assunto; ajudar os países a criar leis para proteger a liberdade de expressão e apoiar também os governos a implementar regras e princípios internacionais já em vigor.

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