Os inoperantes programas policiais – Final

Outro fato que temos notado e acontece com muita frequência é o uso exagerado de publicidade. Sabemos que a publicidade é fundamental para o funcionamento de uma empresa de rádio ou de televisão, mas que a mesma seja colocada em proporções adequadas e não exacerbada com comerciais repetidos, muitas vezes no mesmo intervalo, várias vezes. É sabido também que a corrida pela audiência fez, especialmente das emissoras de televisão, um ambiente propício às coisas mais sórdidas a que se possa imaginar. A concorrência que deveria ser um impulso para a criatividade dos diretores e apresentadores, principalmente os de programas de auditório, têm agora uma roupagem diferenciada, onde a corrida pelo ganho de audiência, que é medida a cada instante, explora o que de mais baixo há nas tevês brasileiras.

O pensamento de que tudo pode ser imposto à sociedade, que a programação deve ser exibida sem contestações, sem restrições e sem responsabilidade alguma, na maioria das vezes esconde o suposto medo de que qualquer um que proponha certo tipo de controle sobre o que deve ou o que não deve ir ao ar, esteja um simpatizante da Censura.  e ai se faz um trabalho de terrorismo em cima dessa concepção muito ferrenha, mudou a cara da televisão, sobretudo na ultima década.

Como jornalista, confesso, não foi essa lição que aprendemos nos bancos das faculdades nem cabe nos conceitos de ética que nós formados em Comunicação Social temos como base de nossa atividade profissional.

O fato triste e real é que não apenas os programas de auditório são campeões de baixaria na TV do Brasil, mas também os telejornais policiais.

Um exemplo local é o Correio Verdade, apresentado por Jota Júnior, atual prefeito da cidade de Bayeux/PB, onde a apologia ao crime, ao uso de drogas e a prostituição também são bem visíveis.

Com uma programação altamente antiética, esses telejornais e programas policiais, se é que assim podem ser considerados, jorram milhares de litros de sangue no chão dos lares brasileiros, usam de imagens de crianças e/ou pessoas num momento de aflição ou de desespero total, suas condições sub-humanas e coisas relacionadas, para puxar audiência e vender, vender muito, e, no caso do jornal local citado, venderam-se até uma imagem de homem público para uma campanha eleitoral, dando resultado satisfatório.

Violência não, entretenimento sim. O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar os obstáculos, os rios de sangue estão fora desse contexto. Pense nisso!

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