Os jornalistas e profissionais da comunicação esportiva – 2

A produção é uma função comum em emissoras de televisão e rádio, o produtor raramente está presente em redação dos meios impressos. A produção, como a pauta, facilita muito a atividade do repórter e do entrevistador. Um lembrete; “É possível usar o computador em todas as fases da produção jornalística: arquivos, textos, acessos a páginas eletrônicas de informação e até mesmo para a troca de e-mail com o público-alvo”. É preciso tomar cuidado com a veracidade das notícias que são divulgadas na Rede Mundial de Computadores. (Internet). Produção é sinonímia de agenda atualizada e completa. Entrevista é a grande estrela. O grande trunfo para tirar o jornalismo esportivo brasileiro da rotina que se encontra. Em função da grande importância do rádio e da televisão poucas entrevistas são feitas. Na entrevista colhemos a informação exclusiva, o furo, o gancho para futuras matérias.

O cuidado que devemos ter na entrevista é não endeusar ou demonizar o entrevistado, atitude muito comum no esporte. A intenção é compreendê-lo Às vezes a torcida o trata como um deus, outras vezes como o quinta – coluna que entregou o jogo para o adversário. O jornalista deve ficar fora desse emocionalismo e procurar ficar o mais próximo possível da racionalidade. Cuidado ao fazer uma entrevista para que a mesma não tome conotações de jirau.

A Edição é a seleção e organização das informações no produto final, e começa já da pauta. Se o jornal, em qualquer veículo, nasce ruim, ele vai ao ar ou chega às bancas ruim. Responsabilidade acima de tudo. A emoção é a própria alma do esporte. Ela está nos olhos do jogador que faz o gol do título, na decepção da derrota, ou em outros lugares de competição, sendo quadras, piscinas ou pistas de atletismo. Na edição a informação e o entretenimento estão juntos e próximos. Narrar com o coração é uma dádiva e deve mexer com as emoções do torcedor. Dosar coração com razão.

O profissional mesmo sendo apreciador ou torcedor de um clube de futebol ao narrar a peleja não deve denotar para os ouvintes essa paixão, pois essa ação é antiética. A competição pode ser contaminada pela atmosfera emocional de uma cidade ou de uma região. Porém, cabe ao jornalista esportivo procurar sempre o equilíbrio e o bom senso e não incentivar as torcidas além do que é razoável. Há emissoras que parecem transmitir uma batalha e não uma competição esportiva, com regras legais e éticas. O jornalista esportivo, pela tipicidade de seu trabalho, precisa estar apto a lidar com frustrações, controlar emoções e se relacionar com as pessoas. Alguns narradores transmitem com tanta rapidez na voz que o ouvinte nada entende. O bom narrador não é aquele que transmite com rapidez, mas sim aquele que se afina com o ouvinte e consegue ouvi-lo e entendê-lo bem em qualquer narração. O texto tem sua importância fundamental e se faz necessário que o encarregado de editar conheça bem as regras gramaticais. A linguagem no esporte é outro assunto bastante comentado, diz o jargão popular que “Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola”.

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