Os oportunistas

Os políticos são campeões na modalidade, oportunismo. No jogo de futebol, no casamento ou no velório, sempre tem algum distribuindo sorrisos planejados e abraços falsos, antes de um execrável discurso. Ganham em oportunismo até daquele vendedor de rua que ao verificar que o tempo fica nublado, abandona os óculos de sol e passa a vender imediatamente guarda-chuvas. No lamentável episodio de Santa Maria, onde morreram mais de 200 jovens, políticos municipais, estaduais e  federais se esbaldaram e deitaram falação diante das câmeras de TV.

Tudo o que eles querem é mídia, exposição, conquista de plateias custe o que custar. Se for para ganhar alguns minutos de popularidade e exposição na mídia, vale tudo, até aquele discurso vazio que serve para todo tipo de evento. Conta-se a historia de um cidadão de Curitiba que virou político e acabou se elegendo vereador.

O ilustre edil começou fazendo discursos em velórios de amigos e conhecidos. Depois de um tempo mandava um auxiliar verificar na Gazeta do Povo, onde estaria havendo um velório. E la ia o edil com seu discurso pronto. Certa ocasião chegou atrasado num enterro no Cemitério Municipal de Curitiba. Antes mesmo que o túmulo fosse fechado, iniciou seu discurso quando fez referencias elogiosas ao “grande pai de família que está nos deixando” e por aí afora. Quando deixou o cemitério, perguntou ao auxiliar;

– Que tal, foi bem?

-Foi, doutor, só que aquele enterro era de uma menina que morreu atropelada.

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