Os sonhadores: Homero Milton Franco

Doutor Bozano, distrito de Ijuí (RS), cinco de novembro de 1939. Nasce Homero Milton Franco. Magrinho, olhos grandes, muito atentos e uma vontade louca de falar no rádio. E a mãe, preocupada: “menino larga disso”, vai estudar. O garoto com oito, nove anos de idade e brincava de locutor, apresentando shows para uma platéia de incrédulos, mas atentos ouvintes: eram patos, gansos, galinhas, cachorros e gatos.
Por Antunes Severo

Homero, como a grande maioria dos apaixonados por rádio da época, não tem entusiasmo pelo ensino formal. Aprende por conta própria. Na escola, só aprende aquilo que dá pro gasto: um pouquinho de leitura, umas noções de gramática e despertar para a arte de buscar. Buscar aquilo que alimenta o sonho, a vontade de ser, o desafio de navegar nas ondas sonoras do rádio. Mal sabe dos desafios, das incompreensões, dos percalços; mas sabe que precisa buscar, seguir, descobrir, desvendar o fascínio daqueles sons que se propagam pelas casas, pelas ruas, pelos campos do pampa sem fim, pelas nuvens do céu até esbarrar nos limites da ionosfera e se refletir de volta à terra e recomeçar de novo, num andar incansável, infinitamente, pelos confins do universo.


1960: Programa de auditório na Rádio Colonial de Três de Maio, RS

Aos 17 anos Homero inicia a carreira que o leva a todos os postos desejados por um profissional de rádio: operador de som, locutor, noticiarista, repórter, produtor e apresentador de programas de auditório. Homero Milton Franco, radialista feito alia à competência técnica os dons naturais da música, da poesia e da composição e transforma-se no profissional conhecido pelo nome artístico de Mano Terra.
Paralelamente Homero Franco, como jornalista profissional, monta jornal, presta assessoria de comunicação para cooperativas e órgãos governamentais até aposentar-se como funcionário da Epagri onde dirigiu por vários anos a revista técnico-científica Agropecuária Catarinense.


1997: Homero/Mano Terra exibe o troféu da conquista da 1ª Sapecada da Canção
Nativa, em companhia dos músicos intérpretes de “Nas asas da gralha”.

Fora do rádio desde 2002, Mano Terra volta ao microfone para fazer o que mais gosta: falar e mostrar os valores da cultura nativista. Desde meados de 2005, todos os domingos, das seis às nove horas da manhã, está no ar pela Regional FM, 106,5 o programa Prosa de Galpão.
Ouça a seguir trechos da entrevista gravada na última quarta-feira.
Homero 01 – Perfil e a descoberta do rádio
Homero 02 – O primeiro contrato profissional no rádio
Homero 03 – A chegada em Santa Catarina
Homero 04 – Formação autodidata
Homero 05 – Nasce o jornal Folha D’Oeste
Homero 06 – Assessoria de comunicação
Homero 07 – Caderno Rural de O Estado
Homero 08 – Doze anos de Epagri e muita cultura
Homero 09 – Programa Raízes: Rádio Barriga Verde FM
Homero 10 – Programa Prosa de Galão: Rádio Regional FM


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