Os sonoplastas

Museu do Rádio de Santa Catarina | Luize Ribas

No final da década de 1950 começaram a surgir os discos com os efeitos utilizados na programação de radioteatro

Anos dourados do rádio. As radionovelas são a grande sensação do momento. Pessoas vão aos auditórios na tentativa de conferir o espetáculo e ver seus personagens e radioatores preferidos – muitas vezes até se decepcionavam com a aparência deles, pois as vozes não combinavam tanto assim com o visual. Milhões de ouvintes acompanhavam pelo rádio e também se emocionavam com as histórias.  Mas toda essa produção não teria tanto impacto e caráter próximo à realidade se não fosse um profissional que muitas vezes não é conhecido: o sonoplasta.

Sons como de máquina de escrever – sim, máquina de escrever – telefone tocando ou discando, trânsito, cachorro latindo, pássaros, copos, batida de porta, aplausos, o tic-tac do relógio, o burburinho de gente conversando no “fundo”, enfim, todos os sons que eram necessários para os ouvintes se ambientarem na cena da radionovela apenas pelo ouvido eram organizados e reproduzidos no momento certo pelo sonoplasta. Eles precisavam ficar de olho no roteiro para colocarem os sons corretos no momento correto e como geralmente as radionovelas eram ao vivo, a responsabilidade era maior e não tinha a facilidade do computador não, os áudios estavam todos gravados em discos de vinil.

Os sons que não vinham prontos, em vinis próprios, eram feitos no estúdio mesmo por outros profissionais, os contrarregras, mas isso é outra história. Continue acompanhando o Museu do Rádio de Santa Catarina para saber  muitas outras curiosidades e informações sobre a história do rádio. Até semana que vem!

Texto e fotos: Luize Ribas, aluna da 4ª fase do curso de Jornalismo da UFSC e bolsista do projeto de extensão “Museu do Rádio de Santa Catarina”.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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