Os urubuzões das ondas hertzianas estão matando o rádio

Esses urubuzões são terríveis. Eles são insistentes e sabem seduzir com suas campanhas Xiitas. Mas, a mim eles não enganam. Atrapalham, se metem onde não são chamados e nos horários mais impróprios. Você está com o rádio ligado e de repente lá vem uma lavagem cerebral bordada de sérias ameaças e cruéis presságios. No meu caso pessoal, o rádio que está instalado no meu carro é uma contrariedade. Vivemos num país com total liberdade onde se deve cultivar o direito de cada um professar sua fé, ter sua ideologia, ser fanático torcedor de times de futebol, porém essa berraçada de fogo do inferno, de campanhas moralizadoras religiosas e outros abusos mais, conseguiram “santamente” avacalhar com a minha liberdade de ouvir rádio.

Estou chegando ao extremo de abandonar meu radinho de pilha, estou temeroso de ligar o rádio do carro, ou até de dar um sorriso radiofônico para o motorista do carro do lado.

Isso é uma sem-vergonhice tanto quanto horário político gratuito, pô!

Bem, depois desse desabafo, quando olho para aquela maravilha… que um dia já foi maravilha, o rádio, fico coma certeza, de que ele para mim olha ameaçador: “… ou tu me soltas daqui, ou eu vou chamar o próximo sujeito com cara de arrombador de carro e ladrão de rádio de carro…” .

No meu caso, nem ondas enfraquecidas… (Refere-se à matéria recente publicada neste site) já as deletei…e cansadas devem estar, com esse berreiro todo, dessas porcarias que se auto intitulando procuradores terrenos de Deus, devem ser na verdade, portadores de mensagens do diabo. Censores idiotas, piores que agentes de uma ditadura estúpida.

Desse jeito, o rádio só espera uns poucos pregos para o caixão, pois cresce a cada dia essa tortura medieval pelas ondas médias, curtas, longas e de frequência modulada, dessas bestas apocalípticas do rádio brasileiro…

Miseráveis, calem suas nojeiras e parem de bater na minha porta as sete horas da manhã, trombeteando que querem me salvar do inferno…

Já estive lá e achei lindo… Uma diabada alegre, embora cercados de “religiosos” devidamente amordaçados, ouvindo outros sons mais acolhedores.

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