Pais e filhos ligados, no quê?

Quantas vezes já ouvimos pais e mães dizendo: “Largue esse celular”, “você nem sequer presta atenção no que eu digo, não tira os olhos desse aparelho”, “mas que vício, nem olha para os lados”.

reflexaoAgora quantas vezes o amigo leitor (a) têm visto adultos completamente desatentos por causa dos aparelhos ou dispositivos móveis?

Na coluna do Diário Catarinense da nossa querida jornalista Viviane Bevilacqua há poucos dias esse assunto veio à tona de uma maneira especial. Ela mostrou pesquisas chocantes sobre como crianças têm reclamado da frequência com que seus pais usam esses aparelhos.

Quando perguntados sobre qual aparelho gostariam de confiscar de sues pais por um dia, a maioria escolheu o celular das mães. Por quê? Muitos pais perderam o equilíbrio e conversam com os filhos (quando conversam), mais atentos ao celular do que aos filhos. Em pensar que vivemos numa sociedade e numa época em que pais e filhos têm pouco tempo para conversar e ainda quando conversam com os filhos mantêm os olhos e a atenção no smartphone ou no tablet.

Pais que pouco tempo têm para brincar com os filhos e não se concentram nas brincadeiras e sim nos aparelhos.

Exemplos falam mais alto do que palavras, todos sabemos disso. Reclamar que os filhos passam tempo demais no celular e não se concentram nos estudos ou no que falamos e não darmos o exemplo é querer demais.

Em supermercados vejo mães puxando filhos pequenos pela mão, a criança fala algo, os olhos do pai ou da mãe, no celular. Já nem se fala mais nas conversas em família e amigos agora interrompidas pelos aparelhos móveis. Ninguém é tolo para achar ou dizer que devemos evitá-los. São necessários, importantes, úteis, mas têm seu lugar.

Alô papai, alô mamãe. Atenda. Não o telefone, o seu filho. Ele está presente e é um presente.

Vamos ficar ligados neles.

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