Panorama das redes de rádio no Brasil

Esse é o tema de capa da revista Rádio e Negócios nº 3 que está nas bancas. A reportagem Fusão e difusão é de Adriana Ferreira e Raphael Bomtempo que ouviram o professor Artur Ferraretto, coordenador do grupo de pesquisa em rádio e mídia sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e colaborador do Caros Ouvintes, entre outros profissionais e executivos de redes ou de emissoras integradas a uma rede.

Destacamos parte da entrevista em que os autores da matéria se referem às opiniões do professor Ferraretto “com extensa produção e um dos mais respeitados pesquisadores do rádio”. Eis o trecho completo: Ele (Ferraretto) também já atuou como jornalista em diversas emissoras de rádio e TV e coordena pesquisas relacionadas à convergência de mídia. Ferraretto diz que a definição de rádio mudou e isso altera tudo “Rádio é um meio que usa a fala, o efeito sonoro, a música e o silêncio numa combinação particular para transmitir mensagens. Eu posso ter programa de rádio num podcasting na internet. Portanto, rádio hoje é uma linguagem”.

Ele comenta que muitas emissoras já perceberam isto e cita a CBN, principalmente a de São Paulo, e a Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, com exemplos. “A internet não mata as redes, mas modifica a lógica delas”.
Nesse contexto o rádio concorre com todas as outras mídias, por isso, assim como o seu colega Maluly, o professor Ferraretto defende que se invista em conteúdos locais. “Numa cidade de quarenta mil habitantes se eu não falo do buraco na rua, mas estou plugado numa rede, as pessoas vão deixar de me ouvir e vão buscar num blog de alguém da cidade essas informações”. E alerta: “os sites das redes estão esquecendo de coisas que estão acontecendo na cidade”.
Numa análise por segmento, o especialista diz que as rádios de jornalismo têm de aprofundar cada vez mais o debate. “E esse debate deve se estender da rádio para a internet  e para o arquivo de podcasting, para os blogs de comentaristas da emissora etc.”.

No terreno musical, o segmento jovem é um dos mais afetados pelas novas tecnologias.  Por isso, Ferraretto diz que as rádios desse gênero terão de buscar novos formatos para manter sua audiência.

Na opinião dele, as emissoras musicais adultas, voltadas para as classes AB e para as ascendentes classes CD têm mais condição de sobrevivência como rede, “porque a prática de baixar música nesse público não está tão disseminada”. E salienta: “as redes que realmente têm chance de crescer nos próximos anos são aquelas que atuam nos segmentos populares, com presença em FM. Temos uma quantidade de celulares gigantesca e cada aparelho é um potencial de Audiência FM”. Veja matéria completa no site www.radioenegocios.com

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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