Papel no lixo

Venho por meio desta, tentar me comunicar com os leitores de jornal. Poderão me perguntar porque não escrevo para o jornal e eu já repondo: porque duvido que publicassem as palavras que se seguem.
Anna Verônica Mautner

Quero propor um movimento nacional contra anúncio de página inteira. Que seja 1/4 de página o maior anúncio, e que a partir de uma determinada data, custe o mesmo que um de página inteira.
Ganha o jornal, em dobro, pois faturará o mesmo gastando menos papel e tinta.
Ganhará o anunciante que continuará tendo o maior anúncio possível, sempre pelo mesmo preço.
Ganhará o leitor, que não precisará se desvencilhar, jogar no lixo, páginas e páginas e folhas e folhas e mais folhas de papel, que vêm da celulose, que vem de árvores – devidamente reflorestadas. Mas de qualquer forma, troncos de árvore.
No domingo, 7 de outubro do ano do Senhor de 2007, além dos artigos sobre aquecimento global, desmatamento, encontramos no caderno A, que teve 36 páginas, das quais 15 foram anúncios de página inteira, fora as de 1/2 página, 1/4 de página que não contabilizei. Das 15 páginas, 11 eram anúncios de imóveis.
Quando quero comprar um imóvel ou alugar, eu procuro até em anúncio de 3 linhas, quando não quero, viro a página ou jogo fora. No caderno B de economia, das 32 páginas, 19 eram anúncios de pagina inteira. E assim por diante.
Portanto eu, que não quero comprar, nem quero vender, carreguei 34 páginas inúteis, e eu nem contabilizei o Caderno Cotidiano, muito menos a Ilustrada.
Não tenho a menor idéia quanto custa uma página inteira em 4 cores, mas tenho certeza, de que os leitores, interessados em imóveis, em viagem, em celular, em presente para criança, também leriam anúncios de 1/4 de página ou de 1/2 página.
Isto é um absurdo. Indigna-me. Queria que alguém me explicasse o porque deste “Non sense”. E não pensem meus leitores que o jornal concorrente é diferente ou que os jornais do Rio, estão em melhor situação.
 


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