Papo Livre 138: Malandro de parque

E chegou a hora do nosso Papo Livre para eu contar causos pra vocês. Meu amigo Dr. Adão José Laslowski no início de sua carreira foi estagiário no escritório de advocacia do popularíssimo Dr. José Cadilhe de Oliveira. O Dr. Cadilhe nos momentos de descontração contava causos para a sua equipe e o Adão lembrou desse que vou passar pra vocês, agradecendo meu amigo Adão José Laslowski por mais essa gentileza. Cesta vez, após participar de uma audiência no Fórum de Paranaguá e como já estava tarde o Dr. Cadilhe, cansado, resolveu pernoitar na cidade.

Muito comunicativo e criando amizades com facilidade, durante o jantar ele conheceu um jovem com quem bateu um animado papo e, depois, se recolheu ao hotel, trocando antes os respectivos cartões de visita.

O jovem estendeu a sua noitada e foi parar numa boate onde, lá pelas tantas, houve uma batida policial e ele foi preso junto com outros frequentadores. Com o cartão do Dr. Cadilhe na mão, não teve dúvidas e o mostrou ao delegado dizendo que era do seu advogado e que desejava falar com o mesmo. Já era madrugada quando o Dr. Cadilhe foi acordado e teve que ir à Delegacia atender seu novo cliente. Perguntando ao rapaz o motivo da sua detenção, ele explicou:

– Não fiz nada de anormal, doutor –  e contou ao Dr. Cadilhe o diálogo que teve com o Delegado:

– Você tem emprego?

– Tenho sim, doutor.

– Nome da empresa?

– Park Davis.

– Ah, então é malandro de parque! Vai pro camburão com os outros!

O Dr. Cadilhe teve que rir; acontece que Park Davis era o nome do Laboratório Farmacêutico do qual o jovem era representante comercial.

Este nosso Papo Livre transmitido pela Rádio AM 630 – É Curitiba, aos domingos, das 7 às 8 da manhã, é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo.

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