Papo Livre 144: Doutor, como é mesmo o meu nome?

Hoje eu vou contar mais um causo da coleção do meu amigo Dr. Adão José Laslowski e que fala de conhecidíssimo Curitibano que marcou época em nossa cidade – o Dr. José Cadilhe de Oliveira. Dr. Cadilhe além de brilhante advogado, ativo carnavalesco, adorava o futebol, foi dirigente da Sociedade União Juventus e do seu querido Madureira, uma equipe das divisões amadoras de nossa Capital. Certa ocasião o seu Madureira deveria jogar no Campo do Poty (hoje Praça 29 de Março) e não tinha atletas suficientes para a sua equipe entrar em campo. Angustiado com a proximidade do horário do jogo, pois ainda lhe faltava um atleta, o Cadilhe andava de um lado para outro na expectativa de ter o time completo para iniciar a partida.

De repente, eis que ele avista um jovem conhecido, dirige-se até ele e pergunta se ele topava jogar a partida no lugar do PAULO SANTOS, atleta que estava faltando. O rapaz falou que não tinha material para atuar na partida, mas logo o seu fardamento foi providenciado e o Madureira estava completo para participar do jogo. Antigamente só entravam em campo 11 atletas, uma vez que não existia a regra das atuais 3 substituições.

Como naquela época o controle dos registros de atletas era facilmente burlado, uma vez que a listagem das súmulas era feita somente com a relação dos atletas inscritos e utilizando-se de um sistema precário, o jogador que o Cadilhe arranjou foi orientado que se o árbitro ou qualquer adversário questionasse a sua participação ele deveria dizer que o seu nome era PAULO SANTOS, nome do atleta que estava inscrito e havia faltado .

Partida iniciada, bastante disputada e quando tudo indicava que o jogo iria terminar com o placar de OxO, o pseudo PAULO SANTOS consegue fazer o gol da vitória. Alegria total dos atletas, torcedores e dirigentes do Madureira, mas eis que o arbitro se dirige ao goleador da partida que acabara de fazer o gol e lhe pergunta o seu nome. Minha nossa! Ele não lembrava o nome que deveria dizer  e aí saiu correndo em direção ao Dr. Cadilhe e perguntou:

– Doutor, Doutor. COMO É  MESMO O MEU NOME ?

Esse causo me foi contado por meu amigo Adão José Laslowski que no início de sua carreira foi estagiário no escritório de advocacia do Dr. Cadilhe e ouviu muitas dessas histórias. Obrigado, Adão.

Este nosso Papo Livre transmitido pela Rádio AM 630 – É Paraná, aos domingos, das 7 às 8 da manhã, é reproduzido no site da bela cidade de Florianópolis www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo.

 

 

 

 

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