Papo Livre 38

Nessa época de férias que estão chegando ao fim, muita gente no litoral se aventura em pescarias.

Eu lembro de dois causos ocorridos com radialistas muitos anos atrás, tempos em que Moacir Amaral, Hugo Von Linzingen e eu frequentemente íamos pescar.
Certa vez fomos a Antonina e o Sérgio Fraga foi junto.
Alugamos dois barcos pequenos e num deles estava o “Jipão” – era assim que o Mário Vendramel o chamava.

Lá pelas tantas, sentado no barco, com pouca prática o Sérgio foi lançar a linha e, muito desajeitado, por incrível que parece enfiou o anzol em seu próprio nariz. Além da dor que ele sentiu, foi uma tremenda mão de obra tirar o anzol do seu nariz. A gente havia aprendido que, em casos assim, não se puxa de volta o anzol; ao contrário, pressiona-se para que atravesse a carne, corta-se o fisgo com um alicate, e só então se deve puxar de volta o anzol. Foi o que fizemos e, por valente insistência do Fraga, a pescaria continuou.

Outra vez, em situação semelhante, foi o Eurico Budolla quem se espetou com o anzol ao lançar a linha. E foi no dedo polegar. Dessa vez foi pior, porque diversos colegas tentaram fazer o anzol atravessar o dedo, sem conseguir. É que havia músculo e osso impedindo. Quanto mais forçavam, mais o anzol ficava preso e mais dor o Eurico sentia. Tivemos que interromper a pescaria e procurar o hospital onde um médico e um bisturi resolveram o problema.

Eu conto essas coisas porque servem de alerta a todo pescador com pouca prática. Muito cuidado ao lançar a linha, para não espetar alguém… ou a si próprio.

Esse nosso papo livre é reproduzido com texto e som no excelente site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo, e toda a minha coleção de causos está no site www.ulustosa.com.

TÉCNICA – Separação musical

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