Papo Livre – 61

Eu vi uma propaganda na televisão em que um cara vai correndo e, numa curva, dá uma cabeçada num poste indo parar no chão. Eu tive que rir, porque isso uma vez aconteceu comigo, faz muitos anos, quando eu estudava no Ginásio Paranaense, hoje Colégio Estadual do Paraná.

Eu morava na Praça Ouvidor Pardinho e certa manhã de inverno, com muita nebulosidade, sai de casa e fui caminhando pela Rua 24 de maio, rumo ao centro da cidade. O Ginásio Paranaense ficava na Rua Ébano Pereira, em frente à Praça Santos Dumont, e de minha casa até lá era uma bela caminhada. Já por hábito, eu controlava o horário quando passava ao lado da Igreja do Bom Jesus, olhando o relógio lá no alto da torre.

Nesse dia, um pouco atrás de mim seguiam diversas alunas da Escola Normal. Como eu já disse, havia muita cerração e eu me virei um pouco para olhar o relógio e fui caminhando tentando ler as horas. De repente uma cacetada em minha cabeça que me fez tontear. Dei uma cabeçada no poste que havia na calçada.

A impressão imediata que se tem é que alguma coisa bateu em nossa cabeça, quando na realidade é ao contrário, a cabeça da gente é que bateu em alguma coisa.

Eu vou contar pra vocês, além do susto, da dor, que vergonha que eu passei. Foi muito chato ouvir as gargalhadas das normalistas que caminhavam atrás de mim e se divertiram com a minha desastrosa trombada com o poste.

Coisas que acontecem, mas como eu fiquei sem graça!

Este nosso Papo Livre é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo, e toda a minha coleção de causos está no site www.ulustosa.com.

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