Para indígena brasileiro, globalização ajuda a diminuir preconceito

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, Daniel Munduruku explica como a internet e os celulares contribuem para a atualização dos povos nativos; escritor foi um dos primeiros índios brasileiros a ter título de Doutor.

MÍDIA | Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

“Mídias Indígenas, Empoderando Vozes Indígenas” é o tema do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado nesta quinta-feira. Para o índio brasileiro Daniel Munduruku, doutor em educação pela USP, o uso da internet e dos celulares contribui para a atualização dos povos nativos. Em entrevista à Rádio ONU, de São Carlos, o autor de livros sobre cultura indígena comentou como essas novas mídias contribuem para o fim do preconceito. “Tem ajudado bastante a diminuir o preconceito, porque o preconceito vem da ignorância. E as pessoas passaram a fazer parte dessas redes sociais todas e começam também a receber informações a respeito das nossas culturas, dos nossos povos. São ferramentas fundamentais para o reconhecimento dessas riquezas ancestrais, são instrumentos importantes para denunciar injustiças, invasões. São instrumentos fundamentais para a gente se manter vivo e atualizado no mundo em transformação”.

Daniel Munduruku ressalta que a situação dos povos nativos continua delicada em todo o mundo e precisa ser repensada pelo poder público e sociedade. O escritor lembra que os indígenas têm o direito de manter suas tradições e culturas, sem ficarem isolados.

A tribo munduruku está presente no Pará, terra natal de Daniel, no Mato Grosso e no Amazonas. Atualmente, são 13 mil índios mundurukus vivendo no Brasil e 60% falam apenas o idioma nativo.

Em mensagem para marcar o Dia dos Povos Indígenas, o Secretário-Geral da ONU pediu mais apoio e cooperação dos países-membros para a causa. Ban Ki-moon apelou à criação de oportunidades para que os povos nativos possam articular suas perspectivas, prioridades e aspirações por meio das mídias.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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