Participação de sociedade civil na Rio+20 é fundamental

Diretor-executivo do escritório da agência do Greenpeace no Brasil diz que país precisa de “visão para sustentabilidade”.

MÍDIA | Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova York *

Painel de energia solar. Foto: Banco Mundial

O diretor-executivo do Greenpeace no Brasil, Marcelo Furtado, participou, nessa sexta-feira, de uma entrevista a jornalistas na sede da ONU em Nova York, sobre a realização da Rio + 20. Furtado esteve ao lado de outros representantes da sociedade civil, incluindo da Bolívia e das Filipinas. A Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável ocorre no próximo mês, no Brasil. O foco principal da discussão foi o conceito de economia verde, central nas decisões a serem tomadas na conferência. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, na economia verde, o crescimento econômico é acompanhado da proteção ambiental e da inclusão social. Furtado, respondendo à pergunta da Rádio ONU, disse que esse conceito ainda é muito indefinido. Para ele, é mais importante que as resoluções da Rio+20 dependam da participação da sociedade civil.

“A gente vê a Rio+20 como uma grande oportunidade, em primeiro lugar, para fazer essa discussão de maneira ampla com todos os atores na mesa. Então eu acho ótimo que tenha o setor privado, o setor social, o setor sindicalista. Tem que estar todo o mundo na mesa mesmo. A segunda coisa é que a gente tem que entender que fazer essa transformação significa você procurar o dinheiro que você tem para investir, e investir no lugar certo, e achar aquele dinheiro que você está jogando fora, e colocar ele no lugar certo.”

O diretor do Greenpeace no Brasil comentou também a realidade do país no plano do desenvolvimento sustentável.

“Qual é a visão de país que a gente tem? Se a gente quer ter um Brasil mais justo, menos pobre e mais sustentável, você tem que equalizar essas coisas dentro de uma política de desenvolvimento que prioriza exatamente isso. Então nós vamos produzir energia pro Brasil poder desenvolver? Vamos produzir. Que tipo de energia? Nós vamos gastar R$ 10 bilhões para fazer a Angra Três? Ou será que a gente podia gastar R$ 10 bilhões para fazer 10 Itaipús de vento no nordeste? É essa a conversa”.

A conferência Rio+20 ocorrerá de 20 a 22 de junho, e vai discutir o desenvolvimento sustentável no mundo inteiro e deve receber cerca de 50 mil pessoas na cidade.

*Apresentação: Leda Letra.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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