Peixoto: um rapaz arteiro

Este título, modéstia às favas, é muito do bom. Pode até nem inovar, mas tem mil-e-um-sentidos. Sua interpretação depende de cada leitor, sua localização geográfica, sua cultura e até o seu estado psicológico. A começar pelo que diz o dicionário Houaiss: Arteiro – que promove artes ou manhas; esperto, ardiloso, sagaz.
Por Antunes Severo

Pois esse garoto prodígio faz parte dos meus bens mais queridos desde quando se tornou aprendiz de radialista. Aí ele já foi diferente: começou como gerente da emissora (pudera, diziam as más línguas da época, ele namora a filha do dono da rádio!)
Nada disso, pura maldade. O Picolé, apesar do apelido, sabia das coisas. Tinha cultura geral, fazia curso na universidade, dava suas investidas no time de basquete do Clube 12, nadava no Praia Clube de Coqueiros e – ah, sim – esguio, simpático e cativante era o responsável pelo suspirar inebriado das garotas mais lindas da paróquia.
Até nisso, diga-se a bem da verdade, ele era bom. Nunca foi fominha, namorava uma de cada vez. Era uma por noite, mas o romance era eterno, bem assim como o poeta disse: eterno enquanto dure.
Fuleiragens à parte, o Picolé – com P de bom partido – levou a sério seu mister (leia-se mistér) na Rádio Santa Catarina até que os desígnios da Criação o levaram a encarar uma prancheta publicitária: outra função que o Peixoto tirou de letra, mas letra com L de large (no sentido da palavra inglesa) e por bem vividos e proveitosos quarenta anos. Esse tempo foi tão marcante que até lhe valeu o epíteto (eu sei que deveria dizer apelido, mas o Picolé merece esse epíteto), como dizia, valeu o epíteto carinhoso de Véinho, dito assim com doçura pelo Orlandivo e depois repetido por todos os colegas de profissão.
Chegamos agora ao Peixoto, um rapaz arteiro. E nesta condição, após a avant premier no CIC aqui registro o início de uma nova etapa: exposições itinerantes por todos os cantos da ilha de Santa Catarina.
Aqui, pois, me calo porque uma voz mais alta se levanta: alô Cida, fala aí!
A Lagoa recebe a Peixodelic
O publicitário George Peixoto que agora passa a se dedicar exclusivamente a carreira artística, encerra com sucesso sua primeira exposição individual no MASC – Museu de Arte de Santa Catarina e leva parte da mostra para outro espaço.
A mostra Peixodelic se tornará itinerante e as bem-humoradas e coloridas obras de Peixoto, enfeitarão as paredes do Café Cultura na Lagoa da Conceição, a partir das 18 horas da próxima segunda-feira (10/03). Para marcar a reinauguração da casa que ampliou seu tamanho e recebeu nova decoração, o artista selecionou desenhos diferenciados que ele produz em nanquim, ecoline e lápis de cor sobre papel. A vernissage será sonorizada pelo Dj californiano TinCase.
Peixodelic – Interpretações em traço e cor pode ser visitada diariamente das 08h00h às 24h00h, exceto nas quartas-feiras, dia em que o Café está fechado. O endereço é: Rua Manoel Severino de Oliveira  669 – Centrinho da Lagoa da Conceição/Florianópolis.
 


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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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