Pequena história do rádio e da televisão – 2

Criação do iconoscópio.

No Ceará, a proeza coube a João Demétrio Dummar. Há um quê dos personagens de ficção na trajetória de João Demétrio Dummar. O cearense, que nasceu na Síria no início do século passado, que migrou com a família para o Brasil, que passou por Belém, que chegou ao Ceará aos sete anos, que viveu parte de sua juventude no Crato, que honrou a tradição do homem de negócios e que se tornou, ainda na década de trinta, um empresário de comunicação. Isso quando sírios e libaneses ainda nem sonhavam em se tornar personagens simpáticos e bonachões nos romances de Jorge Amado.

João Dummar era simpático – registro feito por familiares, companheiros de trabalho e amigos – e tinha o que hoje chamaríamos de determinação de empreendedor. Um pioneiro que conseguiu ver uma fresta no futuro do Ceará dos anos 20. Um negociante, dono de seu próprio negócio ou firma – como se costumava dizer –, que percebeu o potencial do advento da radiodifusão e só se deu por satisfeito quando fundou a Ceará Rádio Clube em 1934, “começando a difundir a arte e a música para todo o Estado”.

Como veem, o rádio tem lindas histórias para ser contadas, bem como a televisão, um dos objetos mais utilizados no mundo. Hoje em dia é difícil encontrar uma residência que não possua um aparelho de televisão, embora já existisse desde 1926. A televisão foi inventada por John Baird, um escocês. No entanto, a partir de 1934, quando Vladimir Zworykin, um russo, foi viver nos EUA, criou o iconoscópio, quando surgiram as primeiras aplicações práticas. O iconoscópio permitia decompor uma imagem em milhares de pontos convertidos num sinal modulado.

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