Perdendo a credibilidade – 2

A perda de credibilidade do rádio tem reflexos diretos no rádio esportivo brasileiro. Com as famigeradas terceirizações e aluguel de prefixos, permitidos pelo Ministério das Comunicações o rádio mudou muito e para pior. É por esses absurdos que qualquer pessoa mesmo sem qualificação está narrando, comentando ou fazendo reportagens no rádio esportivo. É só trazer um anunciante que o espaço se abre rapidamente. Na terceirização de espaços, no aluguel de prefixos é que o rádio começou a perder a credibilidade. Na terceirizadas trabalha quem vende publicidade. Nos prefixos alugados os salários também não permitem ao profissional só um emprego. O mesmo ocorre para quem tem registro em carteira nas emissoras.

O profissional se vê na necessidade de vender uma publicidade para acrescentar mais algum no salário ou procurar um segundo emprego. Mesmo nas grandes emissoras não há mais exclusividade. Tudo porque os salários estão aquém das necessidades de cada um. Como pode o locutor esportivo, por exemplo, sobreviver com três ou quatro mil reais de salário? Ele se vê obrigado a procurar um segundo emprego e até um terceiro. Ele deixa de ser exclusivo. E é aí que despenca a credibilidade. Por extensão cai a qualidade, a audiência e o próprio faturamento das emissoras.

O ouvinte liga o rádio de manhã e ouve o profissional em ação. Logo após o almoço passa por outro prefixo e ouve a mesma voz. Mais tarde liga a televisão e lá está o profissional no ar. E não venham dizer que se pode ter o mesmo rendimento quando se é obrigado a sair correndo de um emprego para cumprir horário num segundo ou terceiro.

Quem dirige rádio deveria saber que o ouvinte não é burro, o anunciante não joga dinheiro no ralo e as agências de publicidade já estão optando por outras mídias.

É hora de acordar para essa triste realidade do rádio brasileiro.

Não adianta melhorar a qualidade técnica das emissoras. O rádio precisa mesmo é readquirir sua Credibilidade. É isso aí!

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