Pesquisa da Kantar afirma que Fake News reforçou a credibilidade da imprensa

Em tempos de internet e redes sociais, ler/receber notícias falsas, ou as chamadas Fake News, não é nenhuma novidade.

Muitos pregavam que as redes sociais e a internet estariam com os dias contados só por causa disso ou o próprio Jornalismo. Só que o tiro tem saído pela culatra. Com o passar dos anos, as pessoas começaram a ficar mais atentas aos conteúdos e selecionam mais o que irão acreditar ou não. E quando querem saber a respeito de algum assunto, se informar, 75% delas estão recorrendo sites confiáveis e de qualidade, sendo que, no Brasil, esse número chega a 90%. É o que diz a pesquisa “Trust in News” feita pela Kantar no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e França com 16.000 pessoas, dessas, 2.000 eram do Brasil.

Para 73% dos entrevistados, prevalece a opinião que “jornalismo de qualidade é fundamental para uma democracia saudável”. No entanto, somente um pouco mais da metade deles acredita que o que lê é verdade “na maioria das vezes”.

Comparando a atenção dada em notícias publicadas em outras mídias como jornais, revistas e rádio, a internet ainda é a que mais desperta interesse dos consumidores – 59% presta muita atenção às notícias online. Afirmaram ainda estarem atentos também à publicidade, sendo 29% respondendo que notam os anúncios que veem nos sites. No Brasil, esses 79% dos entrevistados afirmam estar muito atentos às notícias online, enquanto a tv retém a atenção de 69% deles. Quando questionados sobre a sua relação com a publicidade, 51% estão atentos aos anúncios online e apenas 34% reparam nos anúncios impressos. Mundialmente falando, a audiência jovem se lembra e confia mais em anúncios do meio online.

As redes sociais são consideradas a fonte menos confiável de notícias, bem como de consumo de publicidade e conteúdo de marca. Apesar de representarem uma boa fonte para 62% dos entrevistados, apenas 11% deles confia no que lê nas mídias sociais, seja anúncio ou conteúdo. Globalmente, os consumidores acreditam que notícias publicadas em sites de relacionamento são sensacionalistas (28%) e falsas (26%), enquanto que as publicações em publishers de conteúdo são informativas (35%) e precisas (22%).

“Agora, mais do que nunca, os leitores precisam dos publishers para consumirem reportagens de qualidade de fontes confiáveis”, disse Luis Resola, Diretor de Publishing da Teads para América Latina. “Esse estudo valida que os anunciantes devem continuar a abraçar as notícias como uma maneira de associar a sua marca à um ambiente de conteúdo autêntico e relevante”, completa.

Para conferir o relatório da pesquisa (em inglês) clique AQUI.

(Fonte: Acontecendo Aqui, 16/05/018)

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