Pobreza diminui na América Latina, mas ainda afeta 167 milhões

Segundo Cepal, a taxa de pobreza é a mais baixa nas últimas três décadas; tendência deve continuar em 2013.

MÍDIA | Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York

Favela em Salvador. Foto: Banco Mundial

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, divulgou nesta terça-feira que a região irá finalizar o ano com 167 milhões de pessoas na pobreza, equivalentes a 28,8% da população. O relatório “Panorama Social da América Latina 2012” destaca que 1 milhão de pessoas saíram da situação desde o ano passado e a tendência de baixa deve continuar. Segundo a Cepal, as atuais taxas de pobreza e indigência são as mais baixas das últimas três décadas. No Brasil, 20,9% da população vivia na pobreza em 2011.

Já o número de latino-americanos indigentes deve ficar estável, com 66 milhões de pessoas nessa situação. A Cepal destaca que o aumento do ingresso no mercado de trabalho foi o fator mais determinante para a redução da pobreza.

A desigualdade na distribuição de renda continua sendo um dos desafios da América Latina, com altos níveis de concentração de renda no Brasil, Chile e Colômbia, onde em média 40% da renda vai para os mais ricos e entre 11% e 15% para os mais pobres.

A Cepal destaca ainda que no ano passado, houve contração dos gastos públicos sociais para fortalecer as finanças públicas. Em relação ao setor de serviços e cuidados, 94% das trabalhadoras são mulheres, sendo que a maioria trabalha no serviço doméstico e outra parte, no setor de educação e saúde.

No documento, é feita uma recomendação aos governos, pedindo um novo balanço sobre o papel do Estado, do mercado, das famílias e comunidades. A Cepal apela ainda a um novo contrato social que crie um novo vínculo entre as esferas pública e privada de trabalho e gere efeitos positivos ao desenvolvimento produtivo.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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